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10 sugestões de pautas de Educação

Criada em 1998, a CGC Comunicação em Educação sempre se pautou por qualificar a cobertura jornalística da educação. Nestes mais de 20 anos, sempre trabalhamos a relação cliente-mídia com transparência e ética. Em mais uma ação para aprimorar o debate sobre a qualidade do ensino no Brasil, reunimos 10 sugestões de pauta.

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1 – Saúde na Escola – As crianças que ingressarem no ensino fundamental (1º ano) terão o direito de passar por uma avaliação de saúde que detecta doenças básicas.  É o que prevê o Projeto de Lei (PL) 1.219/2019, do senador Plínio Valério (PSDB-AM)) O objetivo é descobrir quais alunos têm problemas de visão, auditivos, neuromotores, psicológicos, cognitivos, de saúde bucal ou alguma doença endêmica e avaliar a situação vacinal e nutricional. Algumas escolas já fazem avaliação multidisciplinar nos alunos, outras contam com assessoria de pediatra.

2 – Itinerários do novo ensino médio na BNCC – O novo ensino médio terá formação mais voltada para o empreendedorismo, a investigação científica, os processos criativos e a mediação e intervenção sociocultural. Estes são os eixos que vão orientar os chamados itinerários formativos, ou seja, as atividades que os estudantes poderão escolher. O modelo deverá ser implementado nas escolas públicas e privadas do país até 2021. No entanto, muitas instituições já adotam estes modelos.

3 – Transtorno do Déficit de Natureza – O jornalista, escritor e pesquisador da primeira infância Richard Louv (EUA) cunhou o termo Transtorno do Déficit de Natureza. Chamando a atenção da comunidade internacional para um tema bastante atual: o impacto negativo da falta da natureza na vida das crianças, especialmente as que vivem em contextos urbanos. Cresce o número de escolas que começaram a diminuir (ou extinguir) o uso da tecnologia na educação da primeira infância, e valorizando o brincar, com o pé na terra, na grama, na água. A criança em contato com a natureza, tem um desenvolvimento sensorial, social e cognitivo importantíssimos para um desenvolvimento saudável.

4 – O cérebro bilíngue – A oferta do ensino bilíngue nas escolas começa a mudar de formato. Escolas privadas chamam doutores, mestres e empresários para darem as aulas que representam áreas do conhecimento que fogem do senso comum. Fundo do mar, astrologia e etc.  A iniciativa ganhou a aprovação dos alunos, que estão muito empolgados com os conteúdos inéditos e diferentes que estão conhecendo, em inglês.

5 – Pensar o futuro – Enquanto o uso da tecnologia na primeira infância sofre um revés e perde para  a valorização da natureza, com os alunos a partir do fundamental e ensino médio a complexidade dos projetos faz refletir sobre o futuro. Em algumas escolas, os alunos do EM estão criando dispositivos para melhorar o próprio ambiente escolar. Onde fica escuro uma certa hora do dia, agora fica claro. Quando o barulho externo ao colégio chega em determinado decibel, a música ambiente que anima o horário do intervalo diminui. Em outra escola, os alunos estão criando dispositivos que são controlados pela nuvem – internet das coisas. Em todas essas escolas têm projetos e protótipos que seguem para universidades de ponta dos EUA, como Stanford e MIT.

6 – Cyberbulliyng e redes sociais – A explosão das redes sociais está criando um ambiente propício para manifestações preocupantes. Pais, filhos e escolas precisam se unir e dialogar mais e sempre para evitar problemas futuros. Muitas escolas adotam hoje uma cultura de paz, na qual são ensinados conceitos como empatia, trabalhos voluntários, orientação educacional, entre outras estratégias. Os resultados são muito positivos e não há registros de bulliyng.

7 – O mundo do trabalho – Muitas escolas estão preocupadas em orientar seus alunos do ensino médio para o complexo futuro do mundo do trabalho. Algumas estão adotando estágios como forma de atrair e engajar os estudantes em alguma profissão. A estratégia garante um profissional mais produtivo e comprometido com o trabalho no futuro.

8 – Fora da bolha ­– Conhecer pessoas fora do seu círculo de convivência é uma das tendências da nova educação. Muitas escolas têm projetos sociais que integram os alunos com colegas de outras regiões e até outros países. Trocas de experiências com outras escolas, trabalhos voluntários em asilos e creches são ações que despertam a solidariedade nas crianças e jovens.

9 – Ensino técnico x mão na massa – Uma das tendências da aprendizagem no mundo hoje é a chamada educação maker, ou seja, laboratórios onde os alunos põem a mão na massa e constroem objetos. Eles aprendem na prática o que estão estudando  na teoria. No entanto, especialistas alertam para uma questão importante: é preciso rigor técnico para elaborar projetos. Ou seja, há uma grande diferença entre a educação maker e o ensino técnico profissionalizante.

10 – Fônico, silábico e outras alfabetizações – O avanço da ciência e suas evidências já demonstram que a alfabetização é um processo complexo que envolve várias técnicas e métodos. Enquanto o MEC  pôs em discussão priorizar a alfabetização no método fônico, muitas escolas preferem utilizar uma combinação de metodologias. Alfabetizar hoje é muito mais que aprender a ler e escrever a nossa língua. É preciso alfabetizar em matemática, ciências, línguas, cultura e tecnologias.