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Onze Estados rejeitam escola militar-cívica

Onze estados rejeitaram aderir ao modelo de escola militar-cívica, proposto pelo Ministério da Educação. Segundo o balanço divulgado pelo MEC nesta terça-feira, dia 01 de outubro, 15 estados indicaram duas escolas cada um para iniciar o projeto em 2020.

O MEC informou que abrirá uma consulta pública, entre 04 e 11 de outubro, para as prefeituras se manifestarem se não aceitam ou aceitam o modelo. Podem solicitar a participação os municípios em estados que não aderiram ao programa.

O prazo para os Estados manifestarem interesse em participar do programa terminou na sexta-feira (27).

No Nordeste, apenas o Ceará aderiu e, no Sudeste, só Minas Gerais. Aderiram ao programa Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O gasto com cada escola é de R$ 1 milhão. O dinheiro será investido no pagamento de pessoal, infraestrutura, material e reformas.

As escolas em que haverá pagamento de pessoal são as que fizerem parceria com o MEC e o Ministério da Defesa, que contratará militares da reserva das Forças Armadas.

Os estados poderão destinar policiais e bombeiros militares para apoiar a administração das escolas. Nesse caso, o MEC repassará a verba ao governo, que, em contrapartida, investirá na infraestrutura.

Os militares irão atuar em funções administrativas, como monitores, fazendo contato com as famílias, supervisão, psicopedagogia e no fortalecimento de valores éticos e morais. Os professores serão civis.

Os colégios públicos participantes devem ter de 500 a mil alunos. Terão preferência as escolas com estudantes em situação de vulnerabilidade social e com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A comunidade escolar precisa aprovar o modelo.

Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o orçamento está garantido. “O orçamento do ano que vem já é o orçamento que a gente fez. Está apertado, está difícil, mas sem surpresa negativa, sem inconsistências”, disse.

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