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120 anos após abolição, 70% dos analfabetos do Brasil são negros

O Correio Braziliense destaca que mais de um século depois do fim da escravidão “a realidade social no país ainda massacra a comunidade afrodescendente”

Nesta terça-feira, dia 13, exatos 120 anos após o fim da escravidão no Brasil, vários veículos de comunicação trazem reportagens sobre como está a educação dos negros e também as discussões sobre o regime de cotas nas universidades.

O Correio Braziliense destaca que mais de um século depois da abolição “a realidade social no país ainda massacra a comunidade afrodescendente”. Segundo o jornal, eles são quase 69,4% dos analfabetos brasileiros; entre a população negra e parda 14% são analfabetos (entre os brancos 6,5% não sabem ler nem escrever); cerca de 27% dos negros e pardos são analfabetos funcionais (16,4% dos brancos estão nesta situação); negros e pardos estudam, em média, 2 anos a menos que os brancos; entre os estudantes de 18 a 24 anos que completaram o ensino superior, 56% são brancos e 22% são negros.

“Com exceção das artes e do esporte, as políticas educacionais, que são vitais para combater a desigualdade, não conseguiram equiparar a situação entre brancos e negros, em termos de oportunidades”, afirmou Douglas Belchior, coordenador nacional da Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro), aos repórteres Renata Mariz e Hércules Barros.

Vários jornais destacam também que o Supremo Tribunal Federal (STF) receberá terça-feira militantes em favor das cotas raciais nas universidades. A audiência acontece pouco tempo depois que outros militantes, desde vez contrários às cotas, também estiveram no Supremo.

A Corte analisa duas ações de inconstitucionalidade que questionam o sistema de reserva de vagas. O relator da matéria, ministro Carlos Ayres Britto, defendeu a manutenção das cotas, julgando improcedente as ações, há cerca de um mês. Em seguida, o ministro Joaquim Barbosa pediu vista do processo para analisá-lo.

Em entrevista ao Correio Braziliense, o secretário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, disse que a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial pelo Congresso poderá reduzir as desigualdades sociais no Brasil e solucionará o impasse em torno do sistema de cotas por universidades públicas brasileiras.

“A política de cotas é uma ação afirmativa adotada para acelerar um processo de inclusão. Não se pode falar em inserção no mercado de trabalho, mobilidade social e alcance de postos de trabalho mais qualificados para uma camada da população que não tem acesso à educação em todos os níveis”, disse.

O site do Correio Braziliense

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