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MEC prega apenas método fônico na alfabetização

O Ministério da Educação (MEC) deve priorizar o método fônico na nova política nacional de alfabetização. Mas parte dos educadores entende que o aprendizado da leitura e da escrita não deve se focar em apenas uma metodologia, relata reportagem da TV Cultura.

O método fônico é quando as crianças aprendem primeiro pelos sons – o fonema. Elas associam a representação gráfica das letras, aprendem as vogais, depois as consoantes e então formam sílabas e palavras.

A nova política nacional de alfabetização do MEC estabelece apenas um método – o fônico. De acordo com o texto, Estados e Municípios que aderirem irão receber assistência técnica e financeira.

Para a Escola Lourenço Castanho, em São Paulo, o processo de alfabetização é muito rico para se focar em apenas uma metodologia e nem sempre os fonemas correspondem à correta ortografia das palavras.

“A gente pensa primeiro em como as crianças estão pensando sobre aquilo que elas vão escrever e a gente vai dando subsídios. A professora elege com as crianças as palavras que escreveriam, que tem significado e elas formam, segundo aquilo que elas conhecem – cada uma tinha um tipo de conhecimento – e a professora vai intervindo para que as crianças atinjam o padrão alfabético” diz a coordenadora pedagógica da Lourenço Castanho, Vivian Alboz.

O presidente do instituto Alfa e Beto, João Batista Oliveira, assegura que o método fônico é a maneira mais “eficaz conhecia empírica e cientificamente de alfabetizar as crianças”. “Ele é adotado em todos os países que usam o sistema alfabético de escrita. Todos os países desenvolvidos que tem este sistema adotam o método fônico”, afirma.

Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Martins Garcia, o método fônico trabalha apenas em unidades muito pequenas de sentido. “Nós entendemos, sobretudo em um mundo dinâmico como hoje, que nós precisamos trazer o aluno para um aprendizado global, no seu contexto e ele aprende não só na vocalização, mas ele aprende sobretudo na interação”, diz.

Leia a reportagem completa da TV Cultura