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60 anos da Fundação Instituto Educacional Dona Michie Akama

O Centro Educacional Pioneiro comemorou no 21 de setembro de 2019 o aniversário de 60 anos da Fundação Instituto Educacional Dona Michie Akama (FIEDMA).

A pré-história da Fundação nasce em 1933, quando o casal Michie e Jiuji Akama cria a São Paulo Saihou Jogakuin, um internato pensado para ser uma escola de formação feminina. As meninas tinham aulas de corte e costura, culinária, língua japonesa e trabalhos manuais. Funcionava em uma travessa da rua São Paulo, no bairro da Liberdade.

Mas antes de falar sobre a história da Fundação, conheça um pouco da história deste casal que dedicou sua vida ao mundo da educação.

Michie Akama nasceu no dia 18 de setembro de 1903, na província de Miyagui, no norte do Japão, filha de Nenosuke Ota e Tsuji Ota. Em 1922, forma-se na atual Tokyo Kasei University e depois passa a dar aulas na hoje Universidade Mishima. Lecionou por cinco anos. Em 1930, ela imigra com o marido Juiji Akama para o Brasil. Ao se despedir de suas alunas no Japão, Dona Michie disse: “daqui a 10 anos estaremos de volta”. Mas a história mudou.

O casal desembarca no porto de Santos e vai trabalhar em uma fazenda de café na cidade de Cafelândia, no noroeste paulista. No ano seguinte, Juiji, pesquisador formado em Oceanografia pela Universidade Imperial de Hokkaido e também professor, é convidado a lecionar em uma escola da colônia japonesa em Registro, no Vale do Ribeira.

Educadores, Juiji e Michie Akama se comovem com a situação das filhas dos imigrantes japoneses que trabalhavam o dia inteiro na lavoura e não conseguiam estudar. O casal decide então construir uma escola de formação para mulheres, seguindo o modelo da então Escola Mishima, onde Dona Michie lecionou no Japão.

Em 1933, eles abrem em São Paulo a Escola de Corte e Costura e Língua Japonesa (São Paulo Saihou Jogakuin), que funcionava como um internato para mulheres. Elas tinham aulas de corte e costura, culinária, língua japonesa e trabalhos manuais.

Em 1935, é criado o curso de língua japonesa de nível médio, com material didático importado diretamente do Japão. Em 1939, Michie e seu único filho, Antonio Akama, viajam para o Japão para realizar estudos pedagógicos e contratar professores japoneses universitários para lecionarem em São Paulo. Durante a viagem, seu marido Juiji falece repentinamente no Brasil.

Ao final da 2ª Guerra Mundial, em 1945, a escola começa a integrar as jovens à sociedade brasileira. Dona Michie incorpora ao currículo matérias oficiais do ensino brasileiro, como português, latim, francês e inglês e contrata professores universitários com formação no Brasil.

Dona Michie se naturaliza brasileira na década de 50. Em 1959, oficializa a Fundação Instituto Educacional Dona Michie Akama (FIEDMA) e doa todos os seus bens para a entidade por entender que a escola não pertencia a ela, mas sim à toda comunidade. A Fundação nasce como uma entidade de direito privado, dirigida por colaboradores voluntários.

Em 1971, o sonho de Dona Michie, de oferecer uma formação integral de qualidade a todas as alunas e alunos, é realizado: a construção do Centro Educacional Pioneiro. Não era mais um internato exclusivo para mulheres, mas uma escola de ensino básico aberta para toda a comunidade e mantida pela Fundação.

No dia 29 de abril de 1974, Michie viaja para o Japão, onde é recebida pelo Imperador Hiroito para receber a Comenda Tesouro Sagrado de 5º grau. Em 2001, a fundadora do Pioneiro viu mais um sonho se realizar com a implantação do Ensino Médio.

Dona Michie foi presidente da Fundação até 2004. No ano seguinte, ela falece aos 102 anos, deixando um legado de amor à educação.

Hoje, o Centro Educacional Pioneiro tem em entre suas práticas pedagógicas o respeito ao educando, ao seu estágio de desenvolvimento e aos seus conhecimentos. O Pioneiro garante aos alunos o desenvolvimento das suas melhores qualidades, o domínio das competências necessárias para o exercício de cidadania, para o ingresso no Ensino Superior e sua inserção ativa e transformadora no mercado de trabalho.