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25% dos alunos de pedagogia estão em cursos ruins

São 71 mil alunos em 292 cursos de pedagogia que receberam notas 1 e 2, de acordo com o resultado do Enade, publicado no jornal O Estado de São Paulo

Um em cada quatro estudantes de pedagogia está em cursos de má qualidade, de acordo com o resultado do Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade), publicado no jornal O Estado de São Paulo nesta sexta-feira, dia 4. São 71 mil alunos em 292 cursos de pedagogia que receberam notas 1 e 2. Só 9 dos 763 avaliados tiveram nota a máxima 5.

Entre os piores cursos de pedagogia a grande maioria (232) é oferecida por instituições particulares. A quantidade de cursos de pedagogia ruins cresceu. Eram 172 em 2005, o que equivalia a 28,8% do total. Hoje são 30,1%.

O curso que forma professores, coordenadores e diretores para as escolas tem 284 mil alunos. É a terceira graduação com o maior número de estudantes.

A diretora executiva da Fundação Lemann, Ilona Becskeházy, disse às repórteres Renata Cafardo e Lisandra Paraguassú que o aluno de pedagogia já é mal formado do ensino básico e opta por cursos com menos concorrência. “Se quisermos ter professores melhores, os cursos devem exigir mais dos que entram”, disse.

Na opinião da coordenadora do Centro de Formação da Escola da Vila, Zélia Cavalcanti, “há distanciamento da realidade da sala de aula; o curso forma para ser especialista, professor de faculdade, e não professor de sala de aula”.

O professor da Faculdade de Educação da USP, Ocimar Munhoz Alavarse, disse que é preciso trabalhar com os professores. “Não temos reserva de mercado, há que se trabalhar com os professores que temos”, afirmou ao jornal.

Leia a íntegra da matéria de O Estado de S. Paulo

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