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25% dos aprovados desistem da USP

Dos 10.652 que passaram na primeira chamada da Fuvest, 2.562 desistiram. Em 2005, de 9.567 aprovados, 1.243 desistiram – 13% do total

Cerca de 25% dos alunos aprovados no vestibular da Universidade de São Paulo (USP) não fizeram a matrícula em 2011, revela o jornal Folha de S. Paulo. Dos 10.652 que passaram na primeira chamada da Fuvest, 2.562 desistiram. Em 2005, de 9.567 aprovados, 1.243 desistiram – 13% do total.

Ouvidos pelos repórteres Laura Capriglione e Fábio Takahashi, a reitoria da USP, o Ministério da Educação e um cursinho acreditam que a situação é causada por quatro fatores: aumento das vagas nas universidades públicas (federais e estaduais); o novo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) organizado pelo MEC, pelo qual um estudante pode disputar vagas em várias universidades públicas, fazendo apenas o Enem; o ProUni; e o novo Fies (financiamento estudantil). Segundo o jornal, 28% das vagas em disputa no Sisu foram preenchidas por alunos de outros estados.

As desistências na USP afetam vários cursos de maneira diferenciada. Na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo houve apenas uma desistência entre os 150 aprovados. Já o curso de fonoaudiologia de Bauru, com 40 vagas, teve apenas uma preenchida. Das 19 carreiras com índice de desistência maior ou igual a 40%, 16 estão no interior (Bauru, Ribeirão Preto, São Carlos, Pirassununga, Lorena). A Fuvest já divulgou a terceira lista de aprovados para preencher 1.113 vagas.

A pró-reitora de graduação da USP, Telma Zorn, reconhece que “a situação está mudando”. Ela destaca, “felizmente”, a expansão da Unesp, Unicamp e das federais e também o ProUni, “que mais que duplicou suas bolsas de 2006 a 2011”. Segundo ela, “não há desprestígio” da USP . “Nenhum aluno de bom senso pode achar a USP pior que as outras. Vai ao contrário de tudo: é gratuita, tem inúmeras possibilidades artísticas e de esporte, que não há em outra”.

O secretário de Ensino Superior do MEC, Luiz Claudio Costa, afirmou que foram firmados 71.600 contratos pelo Fies em 2010, 420 mil bolsas de ProUni estão em vigor e o sistema federal de ensino superior admitirá 243,5 mil alunos em 2012 (em 2003, eram 110 mil).

Na opinião do coordenador geral do Anglo Vestibulares, Luiz Ricardo Arruda de Andrade, os alunos são movidos basicamente por motivos profissionais e pessoais. “O candidato pode optar por universidades mais ou menos conservadoras, sua ênfase em determinadas especialidades, mais autonomia para escolher disciplinas, entre outras situações”. No caso pessoal, ele supõe como fatores a proximidade do local onde o aluno mora, interesse em viver longe de casa; questões financeiras; medo de grandes universidades; e famílias que preferem ter os filhos por perto.

Veja os cursos que tiveram desistência

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