by /0 comments

25% dos concursos para professores federais não são preenchidos

Salários baixos, plano de carreira ruim e poucos doutores são apontados como as causas da situação

Um levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo revela que 25% das vagas dos concursos para professores em universidades federais não foram preenchidas em 2011 e neste ano. Faltaram aprovados em áreas como psicologia, engenharia, saúde, ensino e economia.

Os 59 concursos analisados terminaram “vazios” por duas razões: número baixo de inscritos e candidatos não aprovados na prova escrita, currículo e simulação de aula.

Salários baixos, plano de carreira ruim e poucos doutores são apontados como as causas desta situação.

O jornal diz que na Universidade Estadual de Campinas apenas 1% dos concursos não foo preenchidos no mesmo período.

O salário inicial para um professor com doutorado, em dedicação exclusiva, é de R$ 7.627 na rede federal. Nas universidades públicas estaduais de São Paulo, como USP, Unesp e Unicamp, um professor também com doutorado ganha cerca de R$ 1.100 a mais.

A reportagem de Fábio Takahashi informa que a instituiçãol com mais dificuldades para atrair professores é a Federal do ABC (UFABC)): em 35% dos concursos não houve aprovados.

A representante dos estudantes da UFABC, Josiane de Oliveira, disse que a ausência de docentes faz com que não haja vaga para todos os alunos em algumas matérias.

O reitor da UFABC, Helio Waldman, afirmou que alguns concursos ficaram vazios porque a seleção é muito rígida. “Mas também influencia o mercado aquecido, principalmente na engenharia, onde os salários acadêmicos não são atrativos”, afirmou. Ele informou que a universidade contratou cerca de 500 professores desde 2006.

A presidente do sindicato docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Virgínia Junqueira, disse que os baixos salários não atraem os professores. “Com esse salário e carreira, quem quer ser professor em federal?”, afirmou.

Segundo ela, no campus de São José dos Campos, como falta professor, uma disciplina que seria dada em três turmas de 40 alunos é dada em uma turma com 120. A reitoria negou está informação.

O pró-reitor de graduação da Unifesp, Miguel Jorge, disse que considera a instituição atrativa. “É um centro de excelência, mas, em algumas áreas, o salário e a carreira podem ser impeditivos. Em outras, não há doutores disponíveis”, afirmou.

O secretário do Ensino Superior do Ministério da Educação, Amaro Lins, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que a demanda de professores por conta da expansão da rede federal está superior à capacidade de formação de doutores. Ele acredita que haverá “uma grande mudança nos próximos cinco anos”, assim que os novos campi começarem a formar doutores.

O representante do MEC não comentou a situação salarial e de carreira dos professores federais, motivo da greve nacional da categoria que já dura um mês e meio, com adesão de 95% das escolas, segundo o sindicato. O jornal relata que o governo não tem um balanço da greve.

Azimut Atlantis 43MFX отзыв Brokercasino games free