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28% dos alunos das escolas estaduais de São Paulo são analfabetos funcionais

Em matemática este número chega a 40%. Os dados foram tabulados pelo Jornal da Tarde com base no Saresp – prova anual da rede estadual de ensino.

Cerca de 25,4 mil dos 92 mil alunos dos alunos da 4ª série das escolas estaduais da capital paulista são analfabetos funcionais em português, ou seja, 28% deles conseguem ler, mas não entendem o conteúdo dos textos. Em matemática este número chega 37 mil estudantes, ou 40%. Os dados foram tabulados pelo Jornal da Tarde com base no Saresp – prova anual da rede estadual de ensino.

Foram computados os dados de 575 unidades. O Saresp possui quatro conceitos: abaixo do básico, básico, adequado e avançado. Só nos dois últimos o aluno aprendeu o que deveria para série. Segundo a reportagem estão nos níveis adequado e avançado só 31% em língua portuguesa, um recuo em comparação a 2007, e 22% em matemática, um avanço em relação ao ano anterior.

De acordo com o jornal, a queda em português ocorre na etapa que o governo elegeu como uma das prioridades, onde foram implantados os projetos Ler e Escrever, que pôs um estagiário nas classes de 1ª série da capital, e o Programa Intensivo no Ciclo (PIC), com salas de recuperação exclusivas para estudantes não completamente alfabetizados.

“O número de alunos com problemas aumentou em língua portuguesa. Em outros termos, diminuiu o número dos que aprenderam o que é desejável, e isto impõe como tarefa urgentíssima uma política para esses alunos, que estão em uma situação de risco pedagógico”, afirmou o professor Ocimar Munhoz Alavarse, do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), aos repórteres Fabio Mazzitelli e Vitor Sorano.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação diz que houve avanço em matemática, mas não cita língua portuguesa. “Na capital paulista, o desempenho dos alunos avaliados no Saresp apresentou melhora em matemática. Havia 47% de alunos de 4ª série considerados abaixo do básico em 2007, índice que passou para 39% no ano passado.

A pasta fala também “a sensível melhora” da rede registrada no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo): “80,8% das escolas evoluíram em 2008, na comparação com o ano anterior.”

Leia a íntegra da reportagem do Jornal da Tarde

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