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30% da rede pública municipal paulista usa apostila do setor privado

Pesquisa diz que os alunos tiveram melhor desempenho na Prova Brasil, mas destaca que a melhora não pode ser atribuída exclusivamente às apostilas

Cerca de 177 cidades do Estado de São Paulo (30%) adotam apostilas do setor privado para ensinar 440 mil alunos do ensino fundamental da rede pública, informa estudo da Fundação Getúlio Vargas, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo e site G1.

A pesquisa identificou que os alunos que estudam por estes sistemas apostilados tiveram melhor desempenho na Prova Brasil em 2005 e 2007 do que os que não usam esse material, mas destaca que a melhora no desempenho não pode ser atribuída exclusivamente às apostilas.

“Podem haver outros fatores que tenham influenciado nessa melhora, mas há evidência de que esse método pode acelerar essa aprendizagem”, disse um dos autores do estudo, o pesquisador André Portela.

O exame do governo federal, aplicado para a 4ª e a 8ª séries, avalia conhecimentos de matemática e português.

Em matemática, diz o estudo, os alunos dos municípios que não adotaram sistemas apostilados registraram um avanço de 12,31 pontos na escala da Prova Brasil, que vai de 0 a 500. Já entre os que adotaram o método, o aumento foi de 17,28 pontos.

O trabalho diz que como cada 12 pontos equivale a um ano de ensino, neste caso, os alunos que estudaram com apostilas avançaram quase meio ano a mais em matemática que os demais.

Em português houve um aumento de apenas 0,32 ponto para os municípios sem o sistema e 3,78 pontos para os que adotaram.

Segundo o estudo, a maioria das prefeituras que adotam os sistemas privados de ensino tem população inferior a 24 mil habitantes e menor proporção de pobreza.

O site G1 entrevistou dois alunos e uma diretora de escola. Os três aprovam as apostilas. Gabriel Franciscon Machado, 10 anos, da quarta série de uma escola municipal da cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, disse ser “um privilégio ser da rede pública e usar esse material”. Para Bruna Zilotti Bonanata, 13 anos, aluna da oitava série na mesma escola, “é muito melhor com as apostilas; nosso material é o de uma escola particular”, afirma.

Na avaliação da diretora da escola, Adriana Franciscon Machado, mãe de Gabriel, a apostila permite um controle melhor do que está sendo dado em sala de aula. “Isso é importante para acompanharmos o que é ensinado e cobrarmos se tiver faltado alguma coisa.”

Leia a matéria de O Estado de S. Paulo

A reportagem do G1

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