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30% das instituições de ensino superior são de má qualidade

Apenas 1% obteve a nota máxima 5 no Índice Geral de Cursos. Entre as universidades com a maior avaliação, 11 são públicas e 10 privadas.
Quase 30% das 2 mil instituições de ensino superior avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC) em 2008 são consideradas de má qualidade. Dezoito tiraram nota 1 no Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC) e 570 ficaram com nota 2. Apenas 21 (ou 1%) obtiveram a nota máxima 5. Outras 884 (44%) obtiveram IGC 3, considerado razoável. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira, dia 31.

O indicador atribui notas às faculdades, universidades e centros universitários, levando em consideração a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação.

Segundo a Agência Brasil, entre as universidades com a maior avaliação, 11 são públicas e 10 privadas. A nota mais alta ficou com a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), do Rio de Janeiro, que é particular. O Instituto Tecnológico da Aeronáutica, que é federal, ficou com o segundo lugar, seguido pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), estadual. Em último lugar está a Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Maceió (FAMA), que é privada.

Mais de 300 instituições ficaram sem conceito porque não houve participação mínima dos alunos de alguns cursos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). A nota da prova é um dos fatores que compõem o Conceito Preliminar de Curso (CPC), utilizado para o cálculo do IGC. O CPC também leva em conta as chamadas “variáveis de insumo”, que consideram corpo docente, a infraestrutura e o programa pedagógico.

De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o IGC subsidia o trabalho das comissões que fazem as avaliações nas próprias instituições. Se a vistoria confirmar a má qualidade, elas podem sofrer sanções que incluem o descredenciamento. “Dependendo da gravidade da situação, ela pode ter o número de vagas reduzidos nos cursos deficientes, a suspensão temporária ou definitiva do processo seletivo e, em último caso, o descredenciamento da instituição”, disse.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernando, ressaltou que as medidas de saneamento só são aplicadas se a vistoria confirmar o IGC 1 ou 2. “O IGC tem uma função que é orientar o público sobre a qualidade do ensino oferecido em cada instituição”, afirmou.

O IGC de cada instituição de educação superior do Brasil foi apresentado pela primeira vez no ano passado e será divulgado anualmente pelo Inep.

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