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42% dos diretores das escolas estaduais são indicados por políticos

No caso das redes municipais, 17% indicam politicamente seus diretores, informa o jornal O Estado de S. Paulo

Cerca de 42% dos diretores das escolas estaduais do Brasil assumiram a função por indicação de um político. É a segunda forma de seleção mais utilizada – a primeira é a eleição, com 66%. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, há formas de escola combinadas com outras, como concursos, por exemplo. No caso das redes municipais, 17% indicam politicamente seus diretores.

Os dados são do estudo Práticas de Seleção e Capacitação de Diretores Escolares Adotadas por Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, da Fundação Victor Civita em parceria com a pesquisadora Heloisa Lück. Foram ouvidas 24 secretarias estatuais e 11 municipais.

A pesquisa mostra que a maior parte das redes estaduais utiliza a indicação chamada de “instâncias locais” – combinada com um ou mais tipos de escolha. É o caso de Pará, Paraíba, Amazonas, Espírito Santo, Tocantins e Rio. Quatro Estados usam só a indicação política: Rondônia, Maranhão, Santa Catarina e Sergipe.

Seis Estados utilizam exclusivamente eleição como seleção: Mato Grosso, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Piauí e Rio Grande do Norte. Outros métodos citados na pesquisa são certificação, entrevista, provas e concurso público, que podem ou não ser combinados uns com os outros.

A repórter Mariana Mandelli informa que tentou falar com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), mas não obteve resposta.

O estudo também mostrou que 92% das redes estaduais oferecem capacitação aos diretores. Nas escolas municipais, o índice é de 80%. Segundo a pesquisa, São Paulo é o único Estado a realizar concurso para selecionar os gestores.

O Estado de S. Paulo ouviu a diretora Maria de Fátima de Oliveira, da escola municipal de ensino fundamental Olavo Pezzotti, na zona oeste da capital paulista. Aprovada em concurso, ela aprova ideia da eleição como processo seletivo. “A comunidade pode escolher o gestor que mais tenha a ver com ela”, afirma. “Mas o concurso é mais honesto, porque não fica amarrado a pressões e favoritismos.”

Três educadores foram entrevistados sobre o tema. O membro do Conselho Nacional de Educação e do Movimento Todos Pela Educação, Mozart Ramos, disse que o diretor “precisa entender não só de educação, mas de gestão de recursos humanos e financeiros, além de demonstrar liderança”.

Na opinião de Ilona Becskeházy, da Fundação Lemann, escolas com gestores estáveis e avaliados têm desempenho melhor. “É uma combinação de mecanismos que o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) demonstra”, disse.

Para o Coordenador-Geral Da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, Daniel Cara, “o diretor deve ser alguém de dentro da comunidade e precisa ser respeitado como uma autoridade, especialmente em regiões de alto risco social.”

A diretora executiva da Fundação Victor Civita, Angela Dannemann, disse que a indicação vem diminuindo muito nos últimos anos. “Atualmente, ela é usada mais em casos de substituição de alguém que não pode assumir. É um recurso que deve existir para uso emergencial e não como tendência política”, disse.

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