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60% das escolas públicas de São Paulo têm sala lotada

A Secretaria Estadual da Educação reconhece o problema, mas informa ao jornal Folha de S. Paulo que apenas 22% das escolas tem salas superlotadas

Levantamento do jornal Folha de S. Paulo, com base no Censo Escolar 2010, mostra que mais de 60% das escolas estaduais paulistas de ensino básico possuem ao menos uma série com mais estudantes que o recomendado pelo governo paulista. A Secretaria Estadual da Educação reconhece o problema, mas informa que apenas 22% das escolas tem salas superlotadas.

Desde 2008, a recomendação da secretaria é que do primeiro ao quinto ano do fundamental as salas tenham até 30 alunos; do sexto ao nono ano, 35; e no ensino médio, 40.

A reportagem de Fábio Takahashi e Natália Cancian cita três escolas onde encontrou problemas.

Na escola Maria Luiza Martins Roque, na zona sul da capital, uma classe tinha 51 alunos. Uma aluna disse que a situação é “um desastre” e a sala “fica aquele abafamento, muito barulho”. Segundo ela, “algumas vezes, os alunos precisam dividir carteiras”. A secretaria negou que falte mobiliário.

Na escola Washington Alves Natel, no Grajau, também na zona sul, uma mãe disse que os filhos não escutam a chamada e acabam levando falta. “Ele fica no fundo da sala e me disse que o professor não escuta quando ele responde a chamada”, afirmou. No Censo Escolar, o colégio está na lista de unidades com mais alunos que o recomendado.

Na escola Parque Nações Unidas, na zona norte, uma turma do primeiro ano do ensino fundamental possui oito alunos a mais que o indicado. “O ideal seria menos, já que está começando a alfabetização”, afirmou a diretora.

O jornal informa que de 2009 a 2011 caiu em 28% a proporção de estudantes do primeiro ciclo do ensino fundamental em salas superlotadas. No segundo ciclo do fundamental, a queda foi de 15%. No ensino médio este número cresceu 6%.

A Folha de S. Paulo usou dados da liderança do PT na Assembleia Legislativa para informar que o Estado não cumpriu as metas de construção de salas: entre 2008 e 2010 estavam previstas 3.447, mas apenas 903 foram entregues. A secretaria disse que nos últimos quatro anos foram abertas 150 mil vagas, num investimento de R$ 383 milhões, e culpou a falta de terrenos para construir mais escolas.

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