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60 mil alunos disputam a Olimpíada Internacional Matemática Sem Fronteiras

Cerca de 60 mil alunos de escolas públicas e privadas de todo Brasil irão participar da Olimpíada Internacional Matemática Sem Fronteiras (MSF), nesta sexta-feira, 10 de abril. De acordo com o balanço da Rede POC – Rede do Programa de Olimpíadas do Conhecimento – organizadora da prova no Brasil, o número de inscritos este ano é recorde e representa um aumento de quase 500% na comparação com 2014, quando 13 mil se inscreveram.

Ao contrário das outras competições do gênero, nas quais a disputa é individual, a MSF é uma competição interclasses. Ao todo, 2,7 mil classes de 600 escolas – 500 públicas e 100 particulares – estão inscritas este ano. “O aspecto mais interessante dessa olimpíada é o caráter coletivo dela. Não existe ‘O’ aluno que se deu bem, mas sim ‘A’ classe que soube fazer o melhor trabalho em equipe”, diz Ozimar Pereira, diretor acadêmico da Rede POC.

Vinte e quatros Estados irão participar – só Acre, Amapá e Roraima não tem alunos inscritos (em 2014, foram 17 Estados participantes).

As provas serão realizadas nas próprias escolas, em horário a ser definido pelo professor coordenador. São duas provas: Nível Básico – para os estudantes do 4° ao 6° ano do Ensino Fundamental e – Nível Júnior e Sênior – do 7° ano do Fundamental ao 3° ano do Ensino Médio.

Ozimar Pereira destaca que as questões muitas vezes vão além da matemática. “Os problemas propostos são concretos ou abstratos, possuem um caráter lúdico e um toque de bom humor. São relacionados à vida cotidiana ou a outras diferentes áreas, como Física, Economia, Astronomia etc”. explica.

Criada em 1989 pelo Ministério da Educação da França, a competição envolveu em 2014 alunos de 35 países. A professora Brigitte Wenner, supervisora de Matemática do Ministério da Educação da França em Strasbourg/Alsácia e presidente da Association Internationale Mathématiques Sans Frontieres, afirma que os problemas exigem diversas competências, como observação, imaginação, intuição, o cuidado da resolução, tomada de iniciativa e raciocínio estruturado. “Todos os estudantes da classe, sejam os que tenham maior facilidade com a Matemática ou não, podem contribuir na resolução dos problemas. O resultado é um verdadeiro trabalho em equipe”, destaca.

No Brasil, a Olimpíada Internacional Matemática Sem Fronteiras conta com o apoio do Consulado Geral da França em São Paulo, do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), do Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (instituição sem fins lucrativos ligada à Fundação Itaú Social) e da Universidade Metodista de São Paulo.

Ouça a entrevista com Ozimar Pereira na Rede Brasil de Comunicação

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