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71% das universidades públicas adoram ações afirmativas

De 98 universidades federais e estaduais pesquisadas, 70 adotam cota ou bônus para alunos de escolas públicas, negros, indígenas e outros grupos, reporta a Folha de S. Paulo

Cerca de 71% das universidades públicas no Brasil adotam algum critério de ação afirmativa para selecionar seus alunos, indica um estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira, dia 30 de agosto.

A reportagem de Antônio Gois destaca que não há lei federal disciplinando a questão, mas em 16 instituições a ação foi motivada por uma lei estadual. Atualmente, o Congresso examina uma um projeto que obriga estabelecimentos da União a adotar cotas ou bônus.

De 98 universidades federais e estaduais, 70 adotam ação afirmativa, seja cota ou bônus para alunos de escolas públicas, negros, indígenas e outros grupos. Em 77% delas, as cotas ou bônus surgiram da própria universidade.

O trabalho, feito pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos, ligado à Uerj, mostra os alunos de escolas públicas são os mais beneficiados. As instituições também preferem usar mais as cotas do que os bônus.

No caso das das cotas raciais, o critério para definir quem é negro ou indígena é a autodeclaração em 85% dos casos. Nos demais, há exigência de fotos ou comissões de verificação.

Um dos autores do trabalho, João Feres Júnior, disse ao jornal que as cerca de 40 universidades que beneficiam negros tentam evitar que as vagas sejam ocupadas pelos de maior renda – o candidato deve comprovar necessidade ou estudo em escola pública.

Como a maioria adotou as ações afirmativas há menos de quatro anos, não há dados sobre o desempenho dos beneficiados.

No entanto, diz o jornal, na Uerj, uma avaliação mostrou que os alunos cotistas têm menor evasão e notas semelhantes aos demais.

Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), estudantes negros e oriundos de escolas públicas têm conseguido o mesmo rendimento nas avaliações que os outros universitários.

Leia a íntegra da matéria da Folha (só para assinantes do jornal

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