by /0 comments

73% das vagas do ensino superior cortadas pelo MEC são ociosas

O ministério promete fechar mais 20 mil vagas este ano. Esta semana, deve ser anunciada a lista dos cortes nos cursos de administração e ciências contábeis, diz a Folha de S. Paulo

Das 31.543 mil vagas de cursos superiores cortadas pelo Ministério da Educação este ano, 72,8% são ociosas, ou seja, não eram preenchidos pelas instituições, revela o jornal Folha de S. Paulo.

A secretaria de regulação e supervisão da educação superior do MEC concluiu na última sexta-feira a publicação de todos os cortes que serão feitos nos cursos da área de saúde, cerca de 8,5 mil. Todos tiveram nota 1 ou 2 no Conceito Preliminar de Curso (CPC), avaliação com escala de 1 a 5 que e leva em conta a nota dos alunos no Enade, a infraestrutura da escola e a titulação dos professores.

Fisioterapia, por exemplo, foi o curso com mais vagas ociosas cortadas: 5.590, o que corresponde a 82,2% das vagas fechadas. A exceção é medicina, em que o corte de 514 vagas foi só de efetivas.

O ministério promete fechar mais 20 mil vagas este ano. Esta semana, deve ser anunciada a lista dos cortes nos cursos de administração e ciências contábeis.

O secretário de regulação e supervisão da educação superior do MEC, Luís Fernando Massonetto, afirmou ao repórter Renato Machado que o corte de 50 mil vagas não é “fictício”, mesmo que apenas 73% sejam ociosas. Segundo ele, esta foi a primeira vez que o ministério conseguiu discriminar vagas efetivas e ociosas, já que foram usados dados do censo de ensino superior. Antes o MEC usava o cadastro geral, constituído por informações fornecidas pelas próprias instituições.

“Essas vagas não preenchidas estão em processo de preenchimento. Quando corto vaga ociosa, cesso essa possibilidade. Portanto, não significa que essa instituição não recebeu nenhuma limitação. Sofreu limitação sobre o que oferecem e sofreu uma impossibilidade de crescimento. Temos casos de instituições cujo cadastro tinha 400 vagas e que vai ofertar apenas 40 no próximo ano”, disse.

O professor Erasto Fortes Mendonça, da Universidade de Brasília, disse que o excesso de corte nas vagas ociosas “torna a iniciativa, que é correta, um pouco inócua”. No entanto, ele elogia a decisão. “Muitas faculdades fazem ofertas de todos os tipos para atrair alunos e preencher essas vagas. É bom mexer nelas”, disse.

Para o membro do Conselho Nacional de Educação Milton Linhares, cortar vaga ociosa não ajuda a melhorar o curso. “Se a medida de cortar vagas implica sonhar com a possibilidade de que o curso vai melhorar com menos alunos em sala de aula e em laboratórios, que será possível dar mais atenção, cortar vaga ociosa não vai alcançar esse tipo de efeito”, disse ao jornal.

как выбрать карандаш для губ под помадуswedish to english translationonline games uk