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80% das cidades paulistas contratam professor temporário

Uma pesquisa feita com 311 secretarias municipais de Educação mostra ainda que 40% não tem parâmetros curriculares e 50% não tem planos municipais

Uma pesquisa feita com 311 secretarias municipais de Educação de São Paulo revela que 80% das cidades contratam professores temporários, 40% não tem parâmetros curriculares e 50% não tem planos municipais. Feita pela pela Fundação Lemann, a pesquisa foi publicada pelo jornal Valor, nesta segunda-feira, dia 25.

A presidenta do Sindicato de Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, disse ao repórter Luciano Máximo que o professor temporário não garante continuidade. “Isso interrompe a continuidade, porque o professor tem que estar sempre recomeçando um trabalho do zero”, disse.

A consultora da Fundação Lemann Paula Louzano culpa a burocracia pelo alto índice de temporários. “Não é um processo trivial fazer concurso público. Às vezes é necessário fazer acordo com a área de finanças, há entraves do período eleitoral e casos em que a maioria dos candidatos aprovados não assumem a vaga”, afirmou ao jornal.

Para o secretário de Educação de Jacareí, João Roberto Costa de Souza, além de cobrir faltas, licenças médicas e afastamentos, há a “questão financeira”. “Contratamos 251 professores efetivos em 2010, no primeiro concurso para o magistério em dez anos na cidade”, afirmou.

Em Diadema, 100% dos professores são contratados por concurso. “Seguimos o plano de carreira e abrimos concursos públicos a cada dois anos. Em caso de problemas de carência na rede, nossos docentes aumentam a carga horária ou usamos os volantes, que são os professores substitutos, que também são concursados”, disse a secretária, Lucia Couto.

Para a presidente da Apeoesp, a criação de de um processo de seleção nacional de professores em 2012, pelo Ministério da Educação, diminuirá custos de municípios para a contratação de professores concursados.

O levantamento mostra que 78 das 311 cidades adotam algum material de ensino. No caso de Jacareí, a opção foi pelos livros distribuídos gratuitamente no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do MEC. “Fazemos economia, tem muita rede que compra apostilas de grupos privados, que chegam a ter um custo anual de R$ 300 por criança”, disse o secretário.

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