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95% dos cariocas não sabem se vão concluir o ensino médio

Pesquisa divulgada pela Secretaria Estadual de Educação e publicada no jornal O Dia mostra ainda que 20% dos estudantes interromperam os estudos em algum momento

Apenas 5% dos alunos da rede pública estadual do Rio de Janeiro têm certeza de que vão concluir o ensino médio, revela uma pesquisa divulgada pela Secretaria Estadual de Educação e publicada no jornal O Dia.

Realizado entre 2008 e 2009, o estudo mostra ainda que 20% dos estudantes interromperam os estudos em algum momento por vários fatores, como trabalho ou gravidez (15% das meninas são mães e 8% dos alunos são pais).

A subsecretária de comunicação e projetos da secretaria, Delânia Cavalcanti, disse ao repórter Diego Barreto que apesar do resultado, a maioria dos alunos considera a educação fundamental. “A pesquisa foi muito importante porque passamos a conhecer o que pensam e o que querem os nossos alunos. Realmente, o percentual dos que não têm certeza se vai terminar os estudos é alto. Mas eles querem concluir”, disse ao jornal.

Ela informou que a pesquisa serviu também para desenvolver novos projetos, como a educação sexual. “O assunto ainda é tabu em sala de aula e o percentual de estudantes que têm filhos é considerável. Desenvolvemos dois projetos para atender essa demanda. O “Verdade ou Consequência” promoveu oficinas e debates em 12 escolas; enquanto no “Festival Sem Tabu”, os alunos assistiam e produziam curta-metragens de animação sobre sexualidade. Capacitamos 4 mil professores das redes estadual e municipal para tratar do tema com os adolescentes”, disse.

A secretaria também quer a escola trabalhando as novas linguagens e promete implantar um ensino médio integrado à capacitação profissional. “Estamos trabalhando as linguagens e os meios que despertam o interesse dos jovens através de sites como o Orkut e o Twitter. Também está sendo implantado o Ensino Médio Integrado, no qual o aluno tem a formação geral e a capacitação profissional”, afirmou ela ao O Dia.

A doutora em educação Bertha do Valle, da Uerj, acredita que muitos alunos só dão valor ao ensino médio para entrar na faculdade. “Muitos estudantes não chegam a concluir porque acham que o ensino médio só tem valor para quem vai prestar vestibular. Esses alunos muitas vezes precisam entrar no mercado de trabalho e, nesse caso, a capacitação profissional é mais interessante”, disse ela ao diário.

A assistente social Denise Auvray, da ONG Abraçar, orienta o aluno a continuar estudando, mesmo quando ocorre algum problema. “Uma gravidez precoce traz conflitos, inseguranças, baixa auto-estima. A escola tem papel fundamental na acolhida e orientação desses jovens. Esse grupo social será determinante para a aceitação e decisão de permanência no convívio escolar”, afirmou.

Leia a íntegra da matéria de O Dia

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