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Alckmin adia reforma no ensino, mas diz que ela trará benefícios

Sem a presença do secretário de Educação, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin fez um curto pronunciamento nesta sexta-feira, 4, para informar que adiou por 1 ano a reorganização da rede pública de ensino. Durante o curto pronunciamento não foi permitida perguntas dos jornalistas.

O jornal Folha de S. Paulo informa que o secretário de Educação, Herman Voorwald, pediu demissão e o governador aceitou. Ainda não há informações sobre quem ocupará a pasta.

O recuo acontece após estudantes ocuparem cerca de 200 escolas e sofrerem forte repressão da polícia ao fecharem ruas e avenidas da capital. A decisão foi tomada no dia em que uma pesquisa indicou uma forte queda na popularidade do governador. A pesquisa do Datafolha foi realizada antes da repressão policial.

Alkcmin crê em benefícios

“Decidimos adiar a reorganização e rediscutí-la escola por escola, com a comunidade, com os estudantes e em especial com os pais dos alunos. Acreditamos nos benefícios da reorganização, 2016 será um ano de aprofundarmos os diálogos”, disse o governador.

Segundo a Agência Brasil, dos seis jovens detidos na quinta-feira, três permanecem presos. Entre as acusações, está a corrupção de menores. Nesta sexta-feira, novos protestos ocorreram na Avenida Paulista, e a PM usou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para reprimir os estudantes.

Alckmin disse que recebeu “a mensagem dos estudantes e dos seus familiares com as suas dúvidas e preocupações com relação à reorganização das escolas no estado de São Paulo.

A medida propõe fechar 93 escolas e separar estudantes por ciclo escolar (fundamental 1 e 2 e médio). Cerca de 311 mil alunos seriam afetados.

Na quinta-feira, o Ministério Público e a Defensoria Pública entraram com um pedido de liminar para suspender a medida.

 O governador não informou se está mantida a reunião de conciliação convocada por ele para a próxima quarta-feira.

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