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Alexandre Schneider volta à secretaria de educação de São Paulo, diz jornal

O ex-secretário de Educação da cidade de São Paulo, Alexandre Schneider, foi convidado para retornar à pasta pelo prefeito eleito João Dória, informa o jornal Folha de S. Paulo. A confirmação deve acontecer na quinta-feira, dia 24.

Candidato derrotado a deputado estadual em 2014 pelo PSD, Schneider tem 46 anos e já foi secretário do ex-prefeito e atual ministro das comunicações, Gilberto Kassab (PSD), entre 2006 e 2012.

De acordo com o jornal a primeira opção do prefeito eleito era o diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, que alegou motivos pessoais para recusar o convite.

Administrador de empresas, Schneider é hoje pesquisador no Centro de Economia e Política do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas.

O jornal informa que não encontrou Schneider para comentar a escolha, mas no seu facebook há pelo menos 20 posts reproduzindo a matéria da Folha de S. Paulo.

Na eleição deste ano, o PSD apoiou a candidatura de Marta Suplicy (PMDB) e Schneider era cotado para reassumir a secretaria de Educação.

A reportagem de Paulo Saldaña diz que como secretário Schneider teve boa relação com professores, mas deixou a pasta em 2012 com as notas do Ideb abaixo das metas.

Plano de Schneider

Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, no dia 2 de novembro, logo após a vitória de Dória, Schneider destaca que a “base de qualquer política (educacional) a ser implementada na cidade deve ser uma incansável busca pela equidade educacional”.

Diz que na educação infantil, no caso das creches, “a política de expansão de vagas por meio de convênios com organizações da sociedade civil ainda é o melhor caminho”.

Na pré-escola, ele também defende ampliar os convênios, “mas apenas como medida emergencial”. Para o futuro secretário, “o investimento para garantir a todos a pré-escola em tempo integral não é tão vultoso”.

O jornal Folha de S. Paulo informa que uma das principais promessas do prefeito eleito é zerar a fila por vagas em creches. Para isso, o novo secretário terá que abrir, em média, 2,6 creches por dia.

Ainda no artigo em O Estado de S. Paulo, escreve, sobre o ensino fundamental 1, ser “urgente reintegrar o tripé currículo, avaliação e formação” de professores.

Schneider afirma que “a educação não aguenta o eterno recomeço a cada nova gestão, uma das piores contribuições da vaidade política”. No entanto, ele defende o retorno da avaliação externa, encerrada na atual administração.

Alexandre Schneider sugere ainda a integração da educação com as áreas de saúde, assistência social, cultura e esportes e cita o exemplo de Curitiba, a primeira capital no Ideb, onde há “um programa voltado para as escolas em situação mais vulnerável”.

Leia o artigo de Schneider: São Paulo, educação e equidade

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