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Alunos aprendem esmagando cana

Ela foi introduzida no país logo depois de seu descobrimento, em 1533, por Martin Afonso de Souza. Originária da Ásia, influenciou nossa atual hierarquia social, política e econômica e foi palco de inúmeros romances da literatura brasileira. Ainda hoje é considerada um dos mais relevantes produtos de exportação do país.

Cientes da importância da cultura da cana-de-açúcar para a formação do Brasil, o Colégio Equipe, localizado no bairro de Higienólis, na capital paulista, há 20 anos “esmaga” com seus alunos da 1a. série do ensino médio, a cana-de-açúcar, com um único objetivo, bem educado; explicar o Brasil.

Pensado originalmente para ser um estudo do meio da região de Ribeirão Preto, durante os anos, professores de outras matérias foram se envolvendo com o tema e trabalhando questões interdisciplinares.

O projeto se inicia com a matéria de história analisando os resquícios do passado colonial na estrutura produtiva da cana-de-açúcar. Na disciplina de geografia os alunos se lançam sobre as propriedades da terra, suas características climáticas e influências para a expansão da lavoura. Na aula de física se debruçam sobre a tecnologia empregada no decorrer dos tempos na moagem da cana para obtenção do caldo, que se transformará em açúcar e álcool, derivados depois detalhados na matéria de química. Na disciplina de biologia os estudantes observam as implicações ambientais da cultura da cana-de-açúcar e seu papel como fonte de energia renovável, mas também como poluidora do ar, com a queima da palha.

Depois dos estudos, os alunos viajam para a região de Ribeirão Preto, onde “entram em contato com paisagens e discursos diversos, entrevistam cortadores de cana, sempre se deparando com a seguinte questão: crescimento econômico é desenvolvimento social?”, explica Rodrigo de Oliveira, professor de biologia do Colégio Equipe, que apresentou o projeto em colóquio na Universidade de Lisboa.

Ao retornarem, os alunos são confrontados em intensos debates durante uma “assembléia legislativa”, que conta com a participação dos pais. Nela, deliberarão sobre a instalação ou não de uma usina de moagem de cana-de-açúcar em uma pequena cidade imaginária.

Segundo a orientadora pedagógica, Graça Totaro, o projeto propicia que os alunos entendam o país em que vivem ao entrarem em contato com diferentes realidades, “Eles saem de um ambiente urbano como São Paulo e se deparam com um mar de cana, um deserto verde pela frente, onde tudo é diferente, das relações de trabalho à realidade social”, finaliza Graça.купить ноутбук asus 4 ядрацены ноутбуков в украинеосвещение