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Alunos de 9 anos recebem livros com palavrões em São Paulo

O governo admitiu que o livro é “inadequado para alunos desta idade” e informou que mandou recolher a obra

 

Reprodução

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Livro tem várias expressões chulas

Mais de 1,2 mil alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de nove anos) receberam da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo um livro de história em quadrinhos com conteúdo sexual e palavrões, revela o jornal Folha de S. Paulo, nesta terça-feira, dia 19. O governo estadual reconheceu a “falha”, admitiu que o livro é “inadequado para alunos desta idade” e informou que mandou recolher a obra.

 

O repórter Fábio Takahashi tentou uma entrevista pessoal com o secretário da Educação, Paulo Renato Souza, mas a secretaria só divulgou uma nota (leia a íntegra abaixo).

Comprado como material de apoio para a alfabetização, dentro do programa Ler e Escrever, “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol” reúne 11 histórias em quadrinhos, de diferentes artistas, que abordam o futebol – algumas tem conotação sexual.

Em março passado, o mesmo jornal já havia revelado erros grosseiros em outro material didático da secretaria, no qual o Paraguai aparecia duas vezes em um mapa e o Equador não existia.

O gerente de marketing da editora Via Lettera (responsável pelo livro), Roberto Gobatto, afirmou ao jornal que atendeu ao pedido de compra (de R$ 35 mil) feito em novembro, na gestão de Maria Helena Guimarães de Castro. “Não sabíamos para qual faixa etária seria destinada. Se soubéssemos, avisaríamos a secretaria”, disse.

O cartunista Caco Galhardo, que faz tiras para o jornal e é autor de uma das histórias do livro, disse que sua a obra “é justamente para não ir para escola”. Para ele, que quem “escolheu não leu o livro”.

A coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Angela Soligo, disse à Folha de S. Paulo que os “erros revelam um descuido do governo na preparação e escolha dos materiais”. Ela também condenou os constantes ataques “do governo contra os professores e a formação deles” e descatou que “o governo coloca à disposição dos docentes ferramentas frágeis de trabalho”.

A nota da Secretaria da Educação

“A Secretaria de Estado da Educação determinou ainda na semana passada (dia 15) o recolhimento imediato da publicação “Dez na área, um na banheira e ninguém no gol”. É importante esclarecer que o livro é apenas um dos 818 títulos, comprados de 80 editoras, para apoiar o programa Ler e Escrever, voltado a reforçar a alfabetização de crianças.

Apenas 1.216 exemplares do título foram efetivamente distribuídos às escolas, o que significa 0,067% do 1,79 milhão de livros colocados à disposição das crianças como material de apoio nas salas de aula. O governo faz grande esforço para estimular o hábito da leitura pelas crianças, pois isso favorece muito o aprendizado.

O livro citado seria utilizado por alunos da terceira série, mas sua escolha foi um erro, pois o material é inadequado para alunos dessa idade. A falha foi apontada pelos coordenadores pedagógicos do programa Ler e Escrever tão pronto receberam os primeiros exemplares do livro na semana passada.

A Secretaria da Educação instaurou uma sindicância para apurar as responsabilidades pelo processo de seleção dos livros, que tem prazo de 30 dias para ser concluída.”

A íntegra da reportagem da Folha de S. Paulo (só para assinantes do jornal)

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