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Alunos de escolas públicas paulistas farão pesquisas na USP

Eles receberão uma bolsa de estudos de R$ 150 mensais durante um ano e atuarão em 160 projetos de pesquisa de 35 unidades da universidade

Trezentos e oitenta estudantes do ensino médio das escolas públicas de São Paulo vão participar das pesquisas na Universidade de São Paulo. É o programa Pré-iniciação Científica, lançado na última sexta-feira, dia 26, em uma parceria entre USP, Secretaria de Estado da Educação, Microsoft, banco Santander e a Monsanto.

Segundo a secretaria, os alunos selecionados, de acordo com o desempenho escolar, receberão uma bolsa de estudos de R$ 150 mensais durante um ano. Eles atuarão em 160 projetos de pesquisa de 35 unidades da universidade em São Paulo, Lorena, Bauru, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Carlos. Estarão sob a supervisão de 266 pesquisadores da USP e de 63 professores de suas escolas, que também receberão uma bolsa de R$ 150 mensais. O projeto começa no dia 6 de outubro.

Num período de um ano, o aluno participará, durante oito horas por semana, de grupos de pesquisas, atuando nos estudos e experiências desenvolvidas em todas as áreas do conhecimento (humanas, exatas e biológicas) e em todos os níveis (da graduação ao pós-doutorado), informa a universidade. A USP colocará à disposição dos estudantes seus institutos de Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Códigos e Matemática.

O professor Pedro Bombonato, coordenador do programa, disse que a iniciativa mostra a preocupação da USP com todos os níveis da educação. “A preocupação com seus futuros alunos mostra que a idéia de que a USP se distancia da sociedade não é verdadeira”, disse em matéria publicada pela universidade.

O professor Paulo Hilário Saldiva, suplente da pró-reitora de pesquisa e que participará do programa como pesquisador, disse que a função da pesquisa é tornar o aprendizado mais prazeroso. “Somos condicionados a estudar assuntos que não gostamos e que, muitas vezes, não faz sentido. A pesquisa é uma oportunidade de encontrar aquilo que gostamos e de nos transformar. Não sabemos como proceder com vocês. Vamos começar do zero e caminhar juntos”, disse o professor aos alunos presentes na solenidade de apresentação do programa.

As estudantes Raíssa Santos, 15 anos, Priscila Lopes, 16 anos, e Gabriela Brasil, 15 anos, cursam o primeiro ano do ensino médio em Santo André e vão participar de pesquisas na área de Anatomia Humana, na Biomedicina. Raissa conta que sempre se identificou com Biologia. “A participação no programa servirá para um contato direto com uma grande paixão”, afirmou.

Para Luma Donato, 16 anos, de Embu das Artes, a escolha foi uma sugestão da professora de matemática. Ela e algumas colegas gostaram e apoiaram a idéia de participar de uma pesquisa sobre a Ionosfera, na Escola Politécnica da USP. “Foi a sugestão mais interessante que a professora apresentou”, disse. A afinidade com a matemática pesou na escolha.

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