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Alunos do ensino técnico não atuam na profissão, diz pesquisa

Só 15% deles estão no mercado de trabalho na área em que são formados, diz reportagem do Jornal do Brasil

No momento que o governo federal anuncia investimentos de mais de R$ 1 bilhão para criar cerca de 240 escolas técnicas, uma pesquisa no Rio de Janeiro revela que só 15% dos alunos que adquiriram formação técnica estão no mercado de trabalho na área em que são formados. O dado é do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Rio e foi publicado pelo Jornal do Brasil.

O secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, acredita que este número se reflita nos alunos da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e decidiu criar um grupo de trabalho para propor mudanças no ensino técnico. “Hoje o aluno vai para uma escola técnica porque sabe que o ensino médio é de qualidade. Ele se forma, mas faz vestibular para outra área. Todo o dinheiro gasto pelo Estado para formar técnicos é usado para os alunos entrarem na faculdade. Ou mudamos o conceito de escola técnica ou o Estado vai ficar no prejuízo”, disse ele à repórter Fernanda Thurler.

A professora Márcia Farinazo, designada para o grupo de trabalho, disse ao jornal que “o desafio é mostrar a um jovem de 14, 15 anos as oportunidades de trabalho na área técnica”. Na opinião dela, só com orientação pedagógica é possível ajudar os jovens. “É injusto cobrar de um adolescente uma definição profissional. Muitos não têm consciência do que buscam”, disse ela.

Uma das ideias do grupo de trabalho é cobrar a definição da especialização do aluno apenas a partir do segundo ano. As aulas do primeiro seriam como as do ensino médio regular. “A escola tem de dar a oportunidade de o jovem conhecer as diferentes áreas, para que possa se decidir”, afirma a professora.

O ex-presidente da Faetec Cláudio Mendonça, disse ao Jornal do Brasil que outro problema do ensino técnico é o preconceito da sociedade. “O ensino superior dá uma melhor perspectiva de remuneração. No entanto, na prática, a área técnica oferece mais chances de inserção no mercado de trabalho. Hoje o vestibular não é mais um desafio, é uma aspiração natural”, afirmou.

Na visão dele, o Estado precisa investir nos dois modelos de educação. “O estado deveria investir na concomitância externa, em que o aluno faz o ensino médio regular e, fora da escola, procura uma especialização. Para isso há uma tendência de pessoas interessadas”, disse.

Leia a íntegra da reportagem do Jornal do Brasil

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