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Alunos receberão dinheiro para fazer reforço em São Paulo

O dinheiro é proporcional à presença nas aulas de 90 minutos, realizadas duas vezes por semana, durante três meses, informa a Folha de S. Paulo

Os alunos do 6º e 7º anos do ensino fundamental da rede pública do Estado de São Paulo receberão até R$ 50 para participar de aulas de reforço em matemática, revela o jornal Folha de S. Paulo. As atividades não são obrigatórias.

O dinheiro é proporcional à presença nas aulas de 90 minutos, realizadas duas vezes por semana, durante três meses.

O incentivo integra o projeto da Secretaria da Educação do Estado no qual 400 estudantes do ensino médio darão tutoria em matemática para 1.200 alunos do 6º e 7º anos. Aos tutores receberão uma bolsa auxílio mensal de R$ 115,00 pelos três meses.

Segundo o jornal, exames estaduais mostram que matemática é o ponto mais crítico do ensino público em São Paulo. Na última avaliação paulista, houve recuo na notas dos alunos.

Os alunos serão escolhidos com base nas notas da avaliação estadual e nos boletins. É preciso que a escola do estudante tenha sido uma das 441 escolhidas.

O projeto é financiado pelo governo estadukl, Banco Interamericano de Desenvolvimento, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e docentes da Universidade de São Paulo.

Os repórteres Rogério Pagnan e Fábio Takahashi ouviram duas professoras da Faculdade de Educação da USP. Para Lisete Arelaro, a iniciativa “é muito ruim” para a educação. “Para você querer que um aluno fique numa aula de reforço, você precisa dar condições para a escola, para um lanche. Se a escola tiver condições, ela não precisa, não deve, pagar dinheiro nenhum”, disse.

Ela disse que “daqui a pouco vai ser: se ficar quieto, tem R$ 5. Se falar, você tem R$ 3”. Para ela, o incentivo em dinheiro é “um risco numa sociedade consumista, é um absurdo”.

Para a professora Silvia Colello, o dinheiro pode estimular o aluno a comparecer. Ela desta que “caberá aos tutores e docentes mostrar que saber matemática é importante, independentemente do dinheiro”. A professora disse estar mais preocupada com os tutores. “Um jovem pode saber matemática e ser drogado. Ele será exemplo para o mais jovem. Precisa analisar não só nota”, afirmou.

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