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Analfabetismo atinge mais a mulher negra

Entre as brancas, a taxa caiu de 10,8% em 1993 para 6,3% em 2007. Já a taxa de analfabetismo entre as mulheres negras passou de 24,9% para 13,7%

Apesar de as políticas educacionais terem melhorado os indicadores sociais nos últimos 15 anos, a população negra ainda sofre com as desigualdades e enfrenta dificuldades para o acesso ao ensino e a permanência na escola. A analise está no estudo Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, divulgado nesta terça-feira, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), informa a Agência Brasil.

Como base nos indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, a taxa de analfabetismo dos homens brancos com 15 anos ou mais caiu de 9,2%, em 1993, para 5,9% em 2007. Entre as mulheres brancas da mesma faixa etária, a queda foi de 10,8% para 6,3%. Já a taxa de analfabetismo entre as mulheres negras passou de 24,9% para 13,7%.

Em relação ao tempo de permanência na escola, o estudo mostra que também houve melhora, mas os negros ainda ficam menos tempo em sala de aula. Em 2007, homens apresentavam uma média de 7,1 anos de estudo, contra 7,4 anos para as mulheres. Entre os brancos, a média era de 8,1 anos de estudo e entre os negros, de 6,3 anos.

Segundo o estudo, os “dados permitem visualizar não apenas o acesso diferenciado, mas também a progressão desigual no sistema de ensino”. O Ipea destaca que os impactos da discriminação no sistema educacional “incidem na reprodução de estereótipos ligados às convenções sociais de gênero e de raça, originando e reforçando uma segmentação sexual do mercado de trabalho e das ocupações sociais”.

O trabalho lembra que este dado “é bastante significativo, uma vez que a escolarização é indicada como necessária à constituição de melhores oportunidades sociais futuras”.

Leia a íntegra do estudo

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