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Ano letivo começa com greve de professores no Piauí e Bahia

Na rede estadual do Piauí, a greve é por tempo indeterminado; na rede municipal de Salvador, Bahia, a paralisação é de uma semana

Nem bem começou o ano letivo, os professores já estão em greve na rede estadual do Piauí, por tempo indeterminado, e na rede municipal de Salvador, Bahia, onde a paralisação é de uma semana.

No Piauí, informa a Revista Nordeste, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte-PI) acusa o governo do Estado de não pagar o Piso Nacional dos Professores, calculado pelo sindicato em R$ 1.500, e de não reajustar o salários dos profissionais técnicos. Com a greve, 350 mil alunos poderão ficarão sem aulas.

O secretário geral do sindicato, Antônio Ferreira de Oliveira, disse que o governo dispõe de uma pesquisa que mostra ser possível pagar o Piso. “Temos um levantamento que mostra que houve um aumento nos repasses do Fundeb para R$ 1.512 pelo valor aluno. Esse dinheiro chega no Estado, mas o que se vê é uma má vontade em repassar o aumento aos professores”, disse. Segundo Odeni Silva, o governo não apresentou uma proposta.

O secretário estadual da Educação, Átila Lira, garantiu que todas as reivindicações dos professores serão atendidas dentro dos prazos já acertados. Segundo ele, o reajuste do piso será concedido assim que governo federal definir o valor. “Sempre estivemos abertos ao diálogo”, afirmou.

Em Salvador, os professores da rede municipal de ensino resolveram paralisar as atividades até a próxima sexta-feira, noticia o jornal Hoje em Dia. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB) garantiu que 95% das escolas estão fechadas. O jornal não informa a previsão da Secretaria Municipal. Com a paralisação, 108 mil estudantes estão sem aulas.

A vice-coordenadora do sindicato, Marilena Betros diz que há uma “carência de 3 mil docentes” e que os 1.600 aprovados por concurso em 2010 ainda não foram convocados. Atualmente, a rede possui 5.613 professores concursados, número considerado insuficiente pelo sindicato.

Em nota, o secretário municipal da Educação, João Carlos Bacelar, admitiu que há problemas. “Reconhecemos que há fragilidades e estamos trabalhando para solucioná-las. Mas entendemos que elas não são impeditivas para a continuidade do ano letivo”, diz.

Ele informou que a segurança interna das escolas está assegurada com a contratação de 1.073 agentes de portaria, com a cobertura da Guarda Municipal. Disse ainda no primeiro semestre serão chamados os 1.600 professores, 200 coordenadores pedagógicos e 300 merendeiras aprovados no concurso de 2010. O secretário garantiu ainda que “os 200 dias letivos serão cumpridos e que os dias de paralisação serão repostos no recesso do meio do ano”.

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