Anunciados os vencedores do prêmio Jovem Cientista - CGC Comunicação em Educação
  by /0 comments

Anunciados os vencedores do prêmio Jovem Cientista

Um plano de desinfecção da água, um dicionário na Língua Brasileira de Sinais e o fomento à educação científica foram os projetos vencedores

Um trabalho de desinfecção da água, um dicionário de filosofia na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e uma experiência de ação afirmativa no fomento à educação científica foram os grandes vencedores da 23ª edição do prêmio Jovem Cientista, anunciados nesta quarta-feira, dia 22. A iniciativa recebeu 1.748 inscrições e vai distribui mais de R$ 100 mil em prêmios aos vencedores e às instituições que tiveram mais alunos inscritos. O tema este ano foi Educação para Reduzir as Desigualdades.

As três ganhadoras foram Júlia Soares Parreiras, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, na categoria ensino médio; Teresinha Cristina da Costa Rocha, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, nível superior; e Sheila Regina dos Santos Pereira, Universidade Federal da Bahia/Instituto Cultural Steve Biko, na categoria graduado.

Júlia Soares Parreiras, de 18 anos, ajuda comunidades carentes que vivem às margens do Rio das Velhas, perto de Belo Horizonte. Para desinfectar a água poluída para uso doméstico, ela desenvolveu uma técnica chamada de solarização, na qual usa garrafas PET pintadas de preto de um lado, caixas de papelão e papel alumínio. A água poluída passa a ser de boa depois de exposta ao sol por quatro horas, dentro de garrafas na posição horizontal, colocadas em caixas de papelão com alumínio.

Com isso, bactérias, vírus e protozoários são eliminados, evitando doenças como diarréia e esquistossomose. “Até dengue você pode evitar utilizando esse método”, disse a estudante em reportagem da Agência Brasil. Uma cartilha foi produzida para orientar as famílias sobre como utilizar o método e com o prêmio ela espera produzir mais cartilhas. “Várias pessoas não têm consciência da importância de cuidar da água para sua saúde”, disse.

Terezinha Cristina da Costa Rocha decidiu desenvolver o livro de filosofia em Libras após constatar que só havia a representação em Libras para as palavras do cotidiano. “A Libras, apesar de existir desde o século 18, só foi regulamentada a partir de 2002. E com as leis de inclusão, nós percebemos que ela só dava conta da linguagem cotidiana, que não havia representação em Libras para as palavras rebuscadas do mundo acadêmico, menos ainda da Filosofia, que é muito abstrata”, disse.

Cerca de 20 pessoas com problemas auditivos participaram do projeto, criando os gestos para representar palavras como metafísica e empirismo. “Nós filmávamos e fotografávamos os gestos”, disse. O dicionário, em CD ROM, contém 300 termos. Com os R$ 10 mil que ganhou com o primeiro prêmio, Teresinha pretende terminar de produzir o CD, que ainda está inacabado. A expectativa da estudante é conseguir um patrocínio que ajude a disponibilizar o dicionário gratuitamente. “Não faria sentido vender uma coisa que é voltada para a acessibilidade”, afirma.

Após constatar que o jovens negros estavam presentes em cursos de menor prestígio e status social, Sheila Regina Pereira decidiu mudar este quatro. Ela formou-se na Universidade Federal da Bahia para o curso de estatística e decidiu retornar ao Instituto Cultural Steve Biko, onde fez um curso pré-vestibular. “No instituto eu aprendi que o seu crescimento pessoal só vem quando você ajuda os outros a crescerem também”, afirmou.

Ela passou a integrar o projeto Oguntec, que acompanha 35 estudantes de escolas públicas a partir do momento em que eles entram no ensino médio até o vestibular. Como coordenadora pedagógica do projeto, Sheila disse que, além das disciplinas cobradas no vestibular, os adolescentes de 16 a 21 anos têm aulas sobre consciência negra e educação científica a fim de despertar o interesse pela ciência e pelos cursos ligados à tecnologia, ciências da saúde.

“No ano passado, terminamos o ano com 25 estudantes, porque muitos foram obrigados a deixar o projeto ao longo do tempo. Mas todos os que permaneceram passaram em vestibulares em universidades particulares. O nosso objetivo agora é fazer com que eles entrem nas universidades públicas. Três deles conseguiram”, afirmou. Segundo ela, a maior dificuldade é suprir o déficit que os alunos trazem do ensino fundamental. Veja os outros premiados

spanish translatorsузнать prновогодний костюм дракона