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Apenas 43% dos municípios têm plano de carreira para o professor

O Plano Nacional de Educação, que está em análise no Congresso, prevê dois anos de prazo para que todas as redes desenvolvam planos de carreira

Dados do Ministério da Educação revelam que apenas 43% dos municípios brasileiros têm plano de carreira para o professor, noticia o jornal O Estado de S. Paulo deste sábado, dia 3 de setembro.

O Plano Nacional de Educação, que está em análise na Câmara Federal, estipula dois anos para que todos os Estados e Municípios tenham planos de carreira para todos os profissionais do magistério.

“A discussão é importante porque pesquisas nos mostram que, para ter um impacto na melhoria da qualidade, a figura do professor é central. E, por isso, é imprescindível falar de plano de carreira”, disse a especialista em Gestão Educacional da Fundação Itaú Social, Maria Carolina Nogueira Dias, à repórter Ocimara Balmant.

O diretor de Valorização dos Profissionais de Educação do MEC, Antonio Roberto Lambertucci, garantiu que o ministério está “conversando com os Estados e municípios para incentivar o regime de colaboração para que todos consigam apresentar seu plano de carreira”. Segundo ele, “quem não apresenta, tem dificuldade de receber recursos voluntários”.

Na opinião do professor Nelson Marconi, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pesquisador do tema, o plano de carreira é apenas uma parte da formação profissional. “Não dá para só pensar nisso depois que já é funcionário. Tem de ver o que antecede. Hoje, os cursos de Pedagogia preparam muito pouco para a sala de aula. Focam nos conhecimentos de história e filosofia, mas a pessoa precisa aprender a dar aula”, afirmou.

Para a especialista do Itaú Social, a carreira do professor ainda é pouco atrativa e não atrai o jovem. “Vem quem não consegue entrar no mercado. Por isso, o plano de carreira tem de discutir como atrair e reter esse profissional”, afirmou.

O jornal cita dados do Censo do Ensino Superior e informa que, de 2005 a 2009, baixaram de 103 mil para 52 mil os alunos que concluíram os cursos que preparam docentes para os primeiros anos da educação básica – como Pedagogia e Normal Superior.

Os graduandos em cursos de licenciaturas, que preparam professores para atuar no ensino médio e nos últimos anos do fundamental, diminuíram de 77 mil em 2005 para 64 mil, no mesmo período em 2009.

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