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Apenas 4,7% dos índios estão no ensino médio

De cada três estudantes do nível básico, apenas um chega aos anos finais. Tema será debatido na I Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena

Dados do Ministério da Educação comprovam a grande exclusão escolar de crianças, jovens e adultos indígenas, informa o Portal Amazônia. Em 2007, 60% dos estudantes indígenas estavam nos anos iniciais do ensino básico, cerca de 18% nos anos finais e somente 4,7% no ensino médio.

Ou seja, de cada três estudantes do nível básico, apenas um chega aos anos finais. Já o nível médio apresenta índices mais críticos: de cada 16 alunos do ensino fundamental, somente um tem acesso ao ensino médio na escola indígena. Ao todo, o Brasil tem 2.517 escolas indígenas de educação básica em 24 estados.

Para debater o tema, aconteceu nesta terça-feira, em Brasília, o início dos trabalhos de preparação da I Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena. Segundo o MEC, ela acontecerá em três fases: nas escolas indígenas e suas comunidades, de 8 de dezembro deste ano a 19 de abril de 2009; 18 conferências regionais entre 16 de dezembro deste ano e 13 de agosto de 2009; a última etapa é a conferência nacional, de 21 a 25 de setembro de 2009. O tema central das discussões, diz o MEC, será Gestão Territorial e Afirmação Cultural.

De acordo com Gersem Luciano dos Santos Baniwa, coordenador da educação escolar indígena da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), a conferência deve mobilizar cerca de dez mil indígenas de 1,5 mil comunidades (cerca de 60% das existentes no Brasil), entre estudantes, professores, comunidades e organizações em 169 municípios.

O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, disse à Agência Brasil que a idéia consolidar uma política educacional baseada na diversidade das etnias. “A partir de agora os próprios índios poderão expressar a sua diferença, com isso o Ministério da Educação vai poder desenvolver e aprimorar sua política de educação para os povos indígenas no Brasil respeitando essa diversidade, respeitando o caráter diferenciado que tem que ter essa educação” , afirmou.

O antropólogo e representante indígena no Conselho Nacional de Educação, Gersen Santos Baniwa, espera que encontro sirva para buscar a “reciprocidade com os não índios, principalmente com os descendentes europeus que perderam este princípio [da reciprocidade]”.

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