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Após 40 dias, governo de São Paulo investiga fraude na avaliação Saresp

Há suspeitas de que professores ajudaram os alunos nas provas. Eles teriam recebido um bônus de 2,9 salários, já que a escola foi a primeira colocada no exame

Mais de 40 dias após o portal IG denunciar uma fraude no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), a Secretaria de Educação abriu processo contra os funcionários da Escola Estadual Reverendo Augusto da Silva Dourado, de Sorocaba.

Há suspeitas de que professores ajudaram os alunos nas provas. A escola foi a primeira colacada no exame, com nota 9,3, o que teria rendido num bônus de 2,9 salários aos profissionais da escola.

O jornal Agora publica que, em nota, a secretaria informa que a apuração preliminar sobre a aplicação da prova “apontou indícios de autoria [quem foi] e de materialidade [que o fato ocorreu]”. A secretaria não forneceu detalhes sobre os próximos passos da investigação.

O jornal O Estado de S. Paulo noticia que a secretaria informou que a revisão das notas e a retirada do bônus só ocorrerão após o fim do processo administrativo.

Mães dos alunos de escola, situada em um bairro pobre da cidade, disseram que se sentiram “traídas” pela direção do colégio. “A gente tinha a maior confiança na diretora e nos professores. Meu sentimento é de traição”, disse Maria Aparecida de Souza, ao repórter José Maria Tomazela, do Estadão

Josilene dos Santos, de 25 anos, tia de um dos alunos que denunciaram a fraude, disse que o resultado da investigação comprova que o estudante falou a verdade. “Muito gente do bairro olhou torto para ele, mas o menino foi sincero.”

O jornal procurou a diretora Vicentina de Jesus Santos, mas a escola informou que ela estava em uma reunião na Delegacia de Ensino de Sorocaba.

Veja a primeira reportagem do IG sobre a denúncia

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