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Após dois meses, termina a greve dos professores em Goiás

Permanecem dois impasses: a reposição das aulas e o corte dos salários. Os professores não tiveram as principais reivindicações atendidas

Depois de 58 dias de greve, os alunos da rede pública de Goiás iniciaram o segundo semestre letivo de 2008 nesta segunda-feira, dia 29 de setembro. Segundo o jornal O Popular, o índice de faltas no primeiro dia de aula foi baixo em praticamente todas as Escolas. Apesar do fim da paralisação, permanecem dois impasses: a reposição das aulas e o corte dos salários, determinado pela Justiça.

A Secretaria Estadual de Educação anunciou que vai efetuar o corte, cumprindo a determinação judicial. O presidente do Sindicato do dos Trabalhadores em Educação em Goiás (Sintego), Domingos Pereira, afirmou à repórter Rosane Rodrigues da Cunha que se houver corte não haverá reposição. Os professores não tiveram atendidas as duas principais reivindicações: 23,5% de reposição salarial e melhores condições de trabalho.

Alunos e escolas

O jornal ouviu vários estudantes e entrevistou dois diretores de escola. Johnathan Andrade, de 16 anos, do 1º ano do ensino médio do colégio Lyceu de Goiânia, disse que “estava ansioso para voltar a estudar” e que a greve “foi terrível”. Segundo a diretora da escola estadual, Sílvia Zeferino, o colégio perdeu cerca de 200 dos seus 1.845 alunos. Ela vai se reunir com professores e o conselho escolar para definir como será a reposição.

No colégio estadual Pré-Universitário, o novo calendário só deve ser discutido na próxima semana com a participação de professores, pais e estudantes. A unidade, que tem 1,9 mil alunos matriculados, aderiu em massa à paralisação. O diretor Pedro Soares de Oliveira vai sugerir a reposição de parte das aulas no período noturno. O alunos João Paulo Macedo Silva Pereira, de 17; Lorrainy Guimarães, de 16, e Mara Jéssica Luz Souza, de 17, alunos do 3º ano do ensino médio, disseram que as perdas serão inevitáveis. “Não conseguiremos repor todas as matérias antes do vestibular”, afirmaram.

Aumento em janeiro

Em nota, o sindicato diz que a secretária de Educação, Milca Severino, assumiu o compromisso de apresentar um índice de reposição salarial para janeiro do ano que vem. O Sintego disse à secretária que cobrará a aplicação do Piso Salarial Nacional em Goiás a partir do mesmo mês.

Já a secretaria disse, também em nota, reconhecer a necessidade de melhorar os salários dos professores e informou que a Secretaria da Fazenda está trabalhando para que, a partir de janeiro, já seja possível contemplar os servidores com a recomposição salarial.

Reposição das aulas

O presidente do Sintego disse que a categoria estabelecerá um calendário de reposição de aulas. “O calendário de reposição não será feito através de uma ordem da Secretaria de Educação. Será construído por cada comunidade escolar de forma democrática”, disse. “A greve foi suspensa, mas a luta em defesa da Educação de qualidade em Goiás continua”. Segundo ele, mais de 200 escolas estão funcionando de forma precária e cerca de 70% dos funcionários administrativos recebem salários abaixo do mínimo.

A secretaria de Educação informa que, como a adesão foi parcial (atingiu 38%), cada escola fará a reposição de acordo com o tempo em que permaneceu em greve. No entanto, a reposição terá que ser feita seguindo o mesmo horário das aulas do calendário normal. Já as escolas que estiveram paralisadas vão ter que repor os dias letivos nos meses de janeiro e fevereiro de 2009.

Corte de ponto

O sindicato informa que se o governo efetivar o corte de ponto referente ao mês de setembro, não haverá reposição das aulas. “Se cortarem o ponto, ficamos desobrigados de repor as aulas. Se não houver reposição, não se completa o calendário de dias letivos estipulados pela LDB. Daí, quase um milhão de alunos terão de repetir de ano”, disse.

Já a secretaria informa que a greve foi decretada ilegal pela Justiça e em função da decisão os professores terão o ponto cortado em setembro. “O Estado fica legalmente impedido de efetuar o pagamento dos salários”, diz a nota da secretaria.

Leia a íntegra da matéria de O Popular (só para assinantes do jornal)

A nota da Secretaria da Educação

A nota do sindicato dos professores de Goiás

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