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Após ocupações das escolas, governo paulista propõe diálogo

Um mês após propor uma ampla reforma na rede pública de ensino de São Paulo e 10 dias depois da onda de ocupações de estudantes nas escolas, o governo de São Paulo propôs a abertura de um diálogo para tentar resolver o impasse.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a gestão Geraldo Alckmin disse, em audiência de conciliação com professores e estudantes, que pode suspender temporariamente a decisão de fechar 93 escolas e reorganizar a rede em 2016 se os alunos deixarem as unidades invadidas.

O secretário da Educação, Herman Voorwald, disse que caso haja acordo, a reorganização será suspensa até que escolas a discutam internamente e, depois, apresentem uma nova proposta ao governo. Tudo isso deve ser feito antes do fim do ano.

Ele não respondeu a pergunta de uma defensora pública se seria possível revogar completamente a reorganização caso as escolas concluíssem que eram contrárias à medida.

O sindicato dos professores informa que 65 escolas estão ocupadas; já a secretaria admite 48 escolas ocupações, que estão afetando 26 mil alunos.

O projeto do governo paulista é fechar 93 escolas e transferi-las para os municípios e para a rede de escolas técnicas do Estado. Cerca de 311 mil alunos poderão ser transferidos de escola. O objetivo é separar as escolas por etapas de ensino.

Desde que os protestos começaram, o governo já sofreu duas derrotas na Justiça e suspendeu o fechamento de uma escola.