by /0 comments

Aprendendo a ser crítico

Um aluno que saiba argumentar e que tenha capacidade de reflexão são os objetivos do trabalho de todas as instituições de ensino. Mas para desenvolver este raciocínio lógico no estudante e fazer o conhecimento adquirido ganhar sentido na própria vida, escolas, cada uma a sua maneira, foram buscar estratégias para atingir essas metas.

Educando alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, o Colégio Hugo Sarmento, na Vila Madalena, se destaca pelo trabalho de formação científica que desenvolve com seus alunos desde os primeiros anos da escolaridade. Nesta escola, que conta com a assessoria de especialista na área de ciências há décadas, a alfabetização científica é o início de todo o processo para a formação integral.

“Começamos o ensino fundamental introduzindo o conceito de célula e, a partir deste conhecimento desenvolvemos o trabalho de formação em nossos alunos”, diz Sayuri Iko, coordenadora de Ciências do Fundamental I. É na prática que tudo começa. Através da exploração de materiais, de fatos e fenômenos, os alunos testam idéias, observam e registram (na escrita e através da arte) as propriedades, pensam e refletem a partir dos resultados e discutem com os colegas e professores para a contextualização do conhecimento adquirido.

Todo processo lhes permite a ampliação, a compreensão e a perspectiva de uma nova cultura experimental. “O 2º ano está trabalhando com os órgãos dos sentidos. Primeiro, os alunos fazem uma exploração para saber como obter informações sobre o próprio ambiente, através de várias atividades práticas. Depois que já sabem o bastante sobre a importância dos sentidos, partem para descrição”, conta Sayuri.

Durante o processo, todas as disciplinas são envolvidas. Língua Portuguesa, no trabalho intenso com produção de textos; em artes, com a fidelidade na reprodução da imagem registrada utilizando técnicas e suportes variados; em matemática, com a elaboração de gráficos e comparações; e assim por diante. Mas nem todo conhecimento se restringe às atividades em laboratório. A internet é uma grande aliada na elaboração do trabalho.

“Incentivamos bastante a pesquisa bibliográfica na internet, com orientação de educador, e através de livros e reportagens”, diz Sayuri. Todas as atividades pedagógicas trabalhadas na escola, contam com relatórios desenvolvidos pelos alunos. Alguns, dependendo do tema trabalhado, são recheados de desenhos e obras de arte criadas por eles. Em outros, tabelas e gráficos dominam as páginas. Mas em comum, está a produção textual intensa e bem completa.

“A redação é fundamental e ajuda os alunos a obterem uma familiaridade com a metodologia científica, onde o registro dá o tom do início ao fim”, finaliza a educadora.mfxbrokercompletely free bets