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Aprendizado melhora no fundamental, mas continua ruim no ensino médio

Apenas 17,2% dos jovens de 19 anos de famílias com renda de até um quarto de salário mínimo concluíram o ensino médio
Os estudantes brasileiros estão aprendendo mais português e matemática no ensino fundamental, mas a situação ainda é crítica no ensino médio, revela um relatório publicado nesta quarta-feira, dia 1 de dezembro, pelo movimento Todos Pela Educação. O estudo mostra como está a situação da educação em relação às 5 Metas do movimento que tratam de acesso, alfabetização até os 8 anos, aprendizado adequado à série, conclusão na idade cerca, financiamento e gestão.

De acordo com a pesquisa, que usa dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (Pnad) de 2009, apenas 34,2% dos estudantes aprenderam o que deveriam em língua portuguesa no 5º ano do Ensino Fundamental – a meta era de 36,6%. Em matemática, a meta era de 29,1% e 32,6% dos alunos atingiram os resultados.

Para o 9º ano, em língua portuguesa, 26,3% dos alunos aprenderam o que deveriam, superando a meta de 24,7%. Já em matemática, apenas 14,8% atingiram a pontuação adequada e a meta era de 17,9%.

No Ensino Médio, em língua portuguesa, 28,9% dos alunos obtiveram resultado adequado (a meta era de 26,3%). Já em matemática, 11% dos alunos conseguiram desempenho satisfatório para a série, e a meta era de 14,3%.

A pesquisa diz que a universalização do atendimento escolar no Brasil ainda não é uma realidade para milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos”. O atendimento é de 97,7% na faixa de 6 a 14 anos, mas cai para 91,9% de 4 a 17 anos, como prevê a nova lei que ampliou a obrigatoriedade do ensino.

O maior problema do atendimento, diz o trabalho, encontra-se nas faixas de 4 e 5 anos e de 15 a 17 anos. Na primeira, o atendimento é de 79,1% na média nacional. Neste caso, há uma reversão histórica: a região Nordeste é a que tem o maior atendimento, de 85,6%, e o Sul, o menor, de 64,3%. No atendimento aos jovens entre 15 e 17 anos, a taxa nacional é de 82,2% – o maior atendimento ocorre no Sudeste (84,8%), e a região Sul, com a menor, de (79,4%).

O estudo comprova que as famílias de menor rendimento per capita são as mais prejudicadas no atendimento escolar. Apenas 86,7% das crianças e jovens de 4 a 17 anos de família sem rendimento estão na escola, número que sobe para 97,9% entre as famílias de mais de cinco salários mínimos per capita.

O Todos Pela Educação destaca que não há ainda no Brasil uma avaliação para identificar a alfabetização das crianças até 8 anos, uma das metas do movimento. No entanto, com dados da Pnad, a pesquisa mostra que apenas 58,1% das crianças de 9 anos concluíram o 3º ano com 9 anos. Já com 10 anos, a alfabetização atinge 84,2%.

Mais uma vez, o rendimento familiar é determinante para garantir a alfabetização. Apenas 43,9% das crianças de famílias com rendimento de até um quarto de salário mínimo per capita concluíram o 3º ano aos 9 anos e 71,3% aos 10 anos. Esta taxa sobe para 80,4% aos 9 anos e 96,2% aos 10 anos para as família com mais de cinco salários mínimos de rendimento.

A meta de conclusão dos estudos na idade adequada também não foi cumprida, mas ficou na margem de erro do estudo. O objetivo era ter 64,5% de jovens com 16 anos e Ensino Fundamental completo, mas alcançou apenas 63,4%. Já para a conclusão do Ensino Médio até os 19 anos, o Brasil superou a meta de 46,5%, e atingiu 50,2%.

Neste quesito, a questão renda também é preponderante. Em 2009, somente 37,3% dos jovens de 16 anos pertencentes a famílias com renda per capita de até um quarto de salário mínimo concluíram o Ensino Fundamental; nas famílias com rendimentos superiores a cinco salários mínimos por pessoa, 96,8% dos jovens nesta idade encerraram essa etapa do ensino.

No Ensino Médio, apenas 17,2% dos jovens de 19 anos de famílias com renda de até um quarto de salário mínimo concluíram esta etapa. Já nas famílias com renda per capita de mais de cinco salários mínimos, a conclusão na idade adequada foi de 93,6%.

A meta de um investimento público direto na Educação Básica de pelo menos 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2010 também não foi atingida. Segundo a pesquisa, em 2009, o investimento foi de 4,3% do PIB.

Em relação ao investimento público em Educação por estudante a diferença entre os níveis ainda é muito grande. A média nacional, em 2009, ficou em R$ 2.948 por aluno na Educação Básica. No Ensino Superior o valor era de R$ 15.452 por aluno – ou 5,2 vezes mais.

Leia a íntegra da pesquisaкак самостоятельно раскрутить сайт бесплатнодуховный центр возрождение мунтянакуртка детская демисезонная для мальчика купить