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Atenção é fundamental com crianças que “blogam”

Pais e educadores não devem fechar os olhos para as “viagens” pela internet

Pesquisa da empresa E-life revela que 47% dos blogueiros brasileiros têm até 18 anos. Esse dado desperta a atenção de educadores e dos pais para a importância de acompanhar o que os filhos acessam e escrevem nesses espaços. Em um primeiro momento, se bem utilizada, estas são excelentes ferramentas de contato e socialização virtual.

“Adultos, jovens e pais de crianças pequenas que acompanham pessoalmente suas “viagens” pelo Orkut, por exemplo, sabem que existem muitas comunidades do bem”, diz Maria Irene Maluf, pedagoga especialista em psicopedagogia e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia.

Mas a maioria precisa saber que não deve fechar os olhos e achar que essa situação é estável. “Muitos casos de agressões gratuitas entre crianças e adolescentes, de sedução por pedófilos, têm chegado às escolas ou consultórios, completa Maria Irene.

Segundo o levantamento, os três principais serviços usados são o Orkut (50,78%), o Blogger (13,48%) e o Blogspot (11,55%). A pesquisa aponta também que o sudeste concentra 65% dos blogueiros brasileiros, seguido plo nordeste (13%) e o sul (12%).

A diretora pedagógica do Colégio Global, Eliana Santos, explica que a ajuda dos professores na hora de orientar os alunos-internautas é fundamental. “Tanto os pais como os educadores precisam acompanhar os jovens de perto, os deixando falar. Quando se dá espaço para a criança ou adolescente expor aquilo que faz ao acessar o mundo virtual, fica mais fácil orientar. O adulto não deve proibir e nem fiscalizar. “Seu papel precisa ser de orientador e a melhor maneira é questionar”, diz Eliana.

A pedagoga acredita que ao fazer o jovem refletir sobre seus atos, ele vai tomar suas decisões entendo o porquê não pode ter determinadas atitudes. “Aqui no Colégio Global o acesso a internet começa entre 10 e 11 anos, mas tem crianças mais ligadas ao mundo virtual que começam o acesso mais cedo. O acompanhar esse acesso não é controlar a criança, e sim tomar conta para ela não cair em armadilhas que comprometa sua integridade física ou da sua família. Por exemplo, uma criança mais ingênua pode dar detalhes de endereço ou telefone de casa se não estiver bem orientada.”

A E-life, empresa de monitoração e análise da comunicação boca-a-boca on-line, ouviu 4.997 pessoas entre janeiro de 2006 e maio de 2007.

 

Bartira Betini

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