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Aumenta acesso de negros ao ensino

No entanto, ainda persiste uma desigualdade muito grande nos níveis médio e superior

O acesso ao ensino fundamental entre negros e brancos é praticamente igual hoje, mas ainda persiste uma desigualdade muito grande nos níveis médio e superior, informa o jornal O Estado de S. Paulo.

Para atingir a escolaridade dos brancos, os negros demorariam 17 anos, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Eles verificaram que 2006, de cada dez negros com idade para freqüentar o ensino médio (entre 15 e 17 anos), seis estavam fora da escola; entre os brancos a média era de quatro.

No ensino superior, a porcentagem da população branca entre 18 e 24 anos cursando escolas de nível superior era de 30,7%; a de negros era de 12,1%.

Na faixa entre 7 e 14 anos, quase não há mais diferença entre brancos e negros: 98,8% das crianças brancas e 97,7% das negras estavam na escola em 2006. Em 1995 o porcentual era de 94,6% e 88,2%, respectivamente.

“Os negros são maioria nas escolas públicas, mas têm que pagar uma universidade privada se quiserem continuar os estudos e se formar”, disse o economista Marcelo Paixão, coordenador do estudo, à repórter Fabiana Cimieri. “Os brancos pagam escolas privadas no ensino fundamental e médio e conseguem a maior parte das vagas das universidades públicas, o que é muito desigual.”

O estudo faz parte do 1º Relatório das Desigualdades Raciais no Brasil, do Laboratório de Análises Econômicas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser).

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