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Avaliação da Alfabetização reproduz as desigualdades regionais

Os estados do Norte e Nordeste registraram o pior desempenho, enquanto o Sul e Sudeste tiveram os melhores indicadores

Os resultados da primeira Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), que mediu conhecimentos de português e matemática de 2,3 milhões de crianças do 3º ano da rede pública, reproduz as desigualdades regionais de outros exames. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostra que os estados do Norte e Nordeste registraram o pior desempenho, enquanto o Sul e Sudeste tiveram os melhores indicadores.

Em matemática, mais da metade das crianças testadas em 20 Estados e no DF ficou nos dois piores patamares, numa escala de quatro níveis. O resultado significa que esses alunos não conseguem analisar informações em gráfico de barras ou resolver problemas de subtração com número de até dois algarismos.

Em leitura, 22 Estados concentraram mais da metade dos alunos nos dois níveis mais baixos.

O ministro da Educação, Henrique Paim, afirmou à repórter Flavia Foreque que as escolas com baixo desempenho terão atenção especial. “Nós não estamos satisfeitos, por isso temos o pacto, para melhorar os resultados”, disse.

O Inep, autarquia do MEC responsável pelo exame, não elaborou um indicador com base nos dados de cada escola, nem unificou os resultados. O jornal informa que o objetivo é evitar a criação de um ranking com base em uma prova aplicada a crianças.