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Avaliação internacional revela pequena melhora na educação brasileira

No entanto, aprendizado dos estudantes brasileiros ainda está muito abaixo dos países ricos
Os avanços econômicos e sociais estão melhorando a educação no Brasil, mas o aprendizado dos estudantes brasileiros ainda está muito abaixo dos países ricos, demonstra o resultado do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2012, divulgado nesta terça-feira. Na comparação com o exame de 2009, a diferença na média geral foi de apenas 1 ponto. Entre os 65 países comparados, o Brasil ficou em 58º lugar. Em 2009, o Brasil ficou na 54ª posição no ranking.

A avaliação, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é aplicada a jovens de 15 anos a cada três anos. A pesquisa mede o desempenho de leitura, matemática e ciências. Quase 20 mil alunos fizeram a prova no Brasil.

Entre os destaques positivos está o aumento das matrículas. De acordo com o estudo, em 2003, 65% dos jovens com 15 anos frequentavam a escola. Em 2012, eram 78%. “Não só a maioria dos estudantes brasileiros melhorou o desempenho, mas também o Brasil aumentou a taxa de matrículas nas escolas primárias e secundárias”, informa o relatório, segundo a Agência Brasil. “Muitos dos alunos que agora estão incluídos no sistema escolar vêm de comunidades rurais ou famílias socioeconomicamente desfavorecidas, de modo que a população de alunos que participaram na avaliação do Pisa 2012 é muito diferente da de 2003”

Em relação à matemática, houve um aumento de 1,3% na nota. Dos seis níveis de proficiência, a média brasileira atinge o pior, o nível 1. Mais de 60% dos estudantes brasileiros que participaram do exame estão no nível 1 ou abaixo dele. Pouco mais de 20% atingiram o nível 2. No mundo, apenas 4,2% dos estudantes conseguiram o nível 6.

Em matemática, o Brasil se iguala a países como a Albania, Jordânia, Argentina e Tunísia. Comparando com a América Latina, o Brasil está abaixo do Chile, México, Uruguai e da Costa Rica e está melhor do que a Colômbia e o Peru. A pesquisa ressalta que metade dos ganhos obtidos pelo Brasil em matemática se deve ao desenvolvimento econômico, social e cultural dos estudantes.

Em leitura, foi registrado um recuou de 0,5% na nota na comparação de 2009 e 2012. Cerca de 49% dos estudantes brasileiros conseguem., no máximo, entender a ideia geral de um texto que trate de um tema familiar ou fazer uma conexão simples entre as informações lidas e o conhecimento cotidiano. Apenas um em cada duzentos alunos atinge o nível máximo de leitura. Ou seja, cerca 0,5% dos jovens são capazes de compreender um texto desconhecido tanto na forma quanto no conteúdo e fazer uma análise elaborada a respeito.

Em leitura, o país está no mesmo patamar da Colômbia, da Tunísia e do Uruguai,. Na América Latina, os estudantes brasileiros tem conhecimento inferior aos colegas chilenos, costa-riquenhos e mexicanos. Mas estão melhores do que os argentinos e peruanos. O estudo atribui a evolução do Brasil nesse item aos avanços econômicos e sociais no período.

Em ciências, o estudo mostra uma estagnação na comparação com 2009. O desempenho brasileiro ficou no nível da Argentina, Colômbia, Jordânia e Tunísia. Atrás do Chile, da Costa Rica, do Uruguai e do México e à frente do Peru.

Em relação aos Estados, o Distrito Federal lidera em matemática e leitura e o Espírito Santo em ciências. Maranhão e Alagoas são os piores nas três disciplinas. São Paulo, o estado mais rico da nação, está em sexto lugar nas três matérias.коммерческое предложение по продвижению сайтадетское питание маркиpedrollo