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Avaliação do MEC mascara a realidade, diz sindicato do ensino superior privado

“A construção oportunista de índices e rankings mal formulados não leva a nada, a não ser a mascarar a realidade”, diz o presidente do sindicato Hermes Ferreira Figueiredo

O novo Índice Geral de Cursos, o IGC, criado e divulgado recentemente pelo Ministério da Educação, foi alvo de duras críticas do presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), Hermes Ferreira Figueiredo, em evento nesta quinta-feira, dia 25, em São Paulo.

Na opinião dele, o ICG é impreciso e equivocado. “A construção oportunista de índices e rankings mal formulados não leva a nada, a não ser a mascarar a realidade”, disse no 10º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro.

Figueiredo, que é reitor do Instituto Educacional São Miguel Paulista, mantenedor da Universidade Cruzeiro do Sul, defendeu uma avaliação independente, já que, segundo ele, o MEC não tem condições de fazer uma avaliação adequada das 2.270 instituições e 22 mil cursos superiores do Brasil. “Antes de ser aplicada essa metodologia de avaliação deveria ser validada por um órgão especializado – e este órgão jamais poderia ser governamental, mas sim independente”, disse.

O deputado federal Paulo Renato (PSDB-SP), ex-ministro da Educação no governo Fernando Henrique Cardoso, disse ser a favor do ICG, mas criticou o MEC por usar o índice para fazer um ranking. “Avaliação não é ranking”, disse. O deputado também criticou o atual sistema de avaliação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e o seu grande peso no cálculo do ICG.

Para ele, o MEC deveria comparar o Enade ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para saber quando o aluno aprendeu na universidade, e não fazer a mesma prova para alunos ingressantes e concluintes do ensino superior. Paulo Renato também defendeu que o Enade volte a ser universal e não por amostragem como é hoje.

O economista Gustavo Ioschpe conclamou os diretores das instituições privadas do ensino superior a partirem para o confronto com o Ministério da Educação e tentar evitar o fechamento de vaga, como aconteceu recentemente com os cursos de direito, que tiveram 54% das vagas eliminadas. “Enquanto o Brasil tiver apenas 20% da sua população com graduação universitária, é um prejuízo inestimável para a nação brasileira o fechamento de cursos, mesmo sob o pretexto de melhoria da qualidade”, disse.

Ele classificou os cursos de pedagogia de “porcaria” e cobrou dos dirigentes uma reação contra o que ele chamou de excesso de regulamentação do setor pelo Estado brasileiro. O economista disse que a sociedade tem uma percepção negativa do setor privado de educação e que os donos das instituições precisam reagir com uma campanha institucional para reverter esta imagem e lutar “por maior liberdade e menos regulamentação”

O também economista e professor da USP e IBMEC, Naércio Aquino Menezes Filho, alertou que o setor privado corre risco hoje após a grande expansão dos últimos anos. “Em 10 anos, mercado do ensino superior mais que triplicou, mas agora está se esgotando porque as matrículas no ensino médio estagnaram. Se não for feita alguma coisa, o ensino superior vai sofrer conseqüências”, afirmou.

Segundo ele, o setor precisa investir mais em qualificação dos professores e ampliar o financiamento estudantil. Naércio destacou ainda que o crescimento da classe médiao no Brasil poderá ajudar as instituições de ensino superior privado.

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