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Bancos ameaçam rever concessão de crédito educativo por causa da crise

“Bradesco e ABN-Amro tinham projetos adiantados, mas desistiram por causa da atual crise”, disse o diretor de operações da Veris Educacional, Américo Matiello, ao jornal Valor

Reportagem do jornal Valor Econômico desta sexta-feira, dia 5, revela que a crise econômica está revertendo os planos dos grandes bancos de conceder crédito educativo para universitários.

O diretor de operações da Veris Educacional, Américo Matiello, disse à repórter Beth Koike que “o Bradesco, que já tem linhas para pós-graduação, e o ABN-Amro também tinham projetos adiantados de crédito educativos, mas desistiram por causa da atual crise”.

O banco Santander, que começou a atuar com crédito educativo para graduação nesse segundo semestre de 2008, não informou ao jornal quantos estudantes foram beneficiados, nem o volume de crédito e ainda destacou que o projeto não está consolidado. “Ainda é um projeto-piloto e por isso não temos uma verba definida”, diz Mônica Ferreira, superintendente do Santander Universidades, que tem convênios com sete faculdades.

Já o Unibanco, que também entrou há pouco tempo nesta área, diz o plano é de longo prazo. Em um ano, o banco fechou parceria com 20 instituições de ensino. “Esse é um projeto de longo prazo, de cerca de cinco anos, período em que os alunos terminam seus cursos”, disse o diretor de produtos de varejo do banco, Marcos Magalhães.

A Veris informou que refez as projeções para o crédito educativo. Antes da crise, previa que em cinco anos 20% dos alunos teriam acesso ao crédito educativo. Agora, essa previsão caiu para entre 12% e 15%. “Hoje, na faculdade IBTA, 4% dos alunos se beneficiam do crédito universitário, o que representa 400 estudantes. Desse volume, pouco mais de 300 universitários têm o recurso por meio da Ideal Invest, 50 possuem financiamento da Caixa Econômica e o restante do banco Santander”, disse o diretor da instituição.

A Ideal Invest empresa especializada em financiamento para o setor de educação espera se beneficiar desta retração dos bancos. “Vamos ser beneficiados porque nosso foco é esse tipo de crédito”, disse o sócio da empresa, Oliver Mizne, que tem como investidores vários fundos de investimento.

Criada em 2001 para emprestar dinheiro para as faculdades, a Ideal começou a oferecer crédito para os alunos em setembro de 2006. A empresa diz que 27 mil alunos têm crédito aprovado, mas nem todos usam. Nos dois últimos anos, a empresa repassou aos alunos e faculdades R$ 236 milhões, mas a maior parte foi para as instituições de ensino.

Segundo a reportagem, a maior responsável pelo crédito estudantil no Brasil é a Caixa Econômica Federal, através do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Nesse segundo semestre, a Caixa emprestou R$ 179,4 milhões para 61 mil alunos. No mesmo período de 2007, foram 48 mil estudantes. Desde sua criação, em 1999, a CEF já concedeu R$ 5,3 bilhões.

O jornal destaca ainda que o problema já atingiu os EUA. Em julho, pelo menos 50 bancos suspenderam as linhas de crédito para estudantes, segundo a National Association of Student Financial Aid Administrators (NASFAA), que reúne instituições financeiras que tem crédito universitário.

Leia a íntegra da reportagem do Valor Econômico (só para assinantes do jornal)

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