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Bancos resistem a financiar ensino superior

Reportagem da Revista Ensino Superior mostra que dos cinco grandes brancos brasileiros, apenas um informa que está preparando um programa específico de crédito educativo

Reportagem da edição de janeiro da Revista Ensino Superior revela que os bancos ainda resistem a criar programas de financiamento para o ensino superior. As repórteres Marta Avancini e Juliana Holanda procuraram cinco grandes bancos para saber se oferecem algum tipo de crédito para estudantes. Desses, apenas um, o Santander, informou que está preparando um programa específico de crédito universitário para ser lançado em 2008.

O Banco do Brasil oferece, dentro da linha de crédito regular, a possibilidade de financiar estudos, mas não possui uma estratégia específica para esse segmento. O banco Real informou que está “analisando novas linhas de crédito que atendam ao mercado educacional”. Os demais possuem financiamento apenas para a pós-graduação.

Levantamento da revista mostra que dos 3,2 milhões de estudantes matriculados no ensino superior privado, apenas 171 mil, ou 5,3%, são atendidos pelo Programa de Financiamento Estudantil (Fies), o maior do Brasil, mantido pelo governo federal. A Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação diz que, no total, o Fies possui 431 mil contratos ativos.

Já o Programa Universidade para Todos (ProUni), que troca isenção de impostos por bolsas de estudo, atende cerca de 310 mil. O Ministério da Educação promete lançar, em fevereiro, novas regras para ampliar o Fies.

Além do Fies e do ProUni, algumas instituições oferecem crédito: o Crédito Pravaler (da Ideal Invest, criado em 2007); o Programa de Financiamento Privado do Ensino (Profipe), da mineira Editau, também lançado em 2007; o Programa de Amparo Financeiro Temporário do Centro Brasileiro de Desenvolvimento do Ensino Superior (Cebrade), entidade ligada ao Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), e o Crédito Educativo do Instituto Educar, que administra programas de crédito.

A revista mostra que da população-alvo da educação superior, os jovens de 18 a 24 anos, somente 11% chegam à universidade, de acordo com o Censo da Educação Superior de 2005. Já o Plano Nacional de Educação (PNE) determina que até 2010, 30% destes jovens deve freqüentar o ensino superior.

Para o diretor global para Educação Superior do Banco Mundial, Jamil Salmi, uma das explicações para a escassez de financiamento educativo é que os sistemas de crédito são difíceis de administrar por serem ao mesmo tempo instrumentos financeiros e sociais. “Os bancos comerciais têm regras de lucro, então não se interessam em dar crédito subsidiado com taxas de juros mais baixas”, disse à revista.

Leia a íntegra da matéria da Revista Ensino Superior

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