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Base curricular do ensino médio será alterada

O Ministério da Educação vai mudar a  Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio, informa o jornal Folha de S. Paulo nesta quarta-feira, dia 18 de julho. O objetivo agora é detalhar mais os cinco itinerários formativos: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e educação profissional.

A versão atual, que já está no Conselho Nacional de Educação (CNE), detalha apenas os conteúdos de linguagens e matemática. Apesar das mudanças, o MEC espera aprova o documento ainda este ano. As mudanças terão que passar novamente pela análise do CNE.

A reforma do ensino médio, aprovada em 2017, define que 60% da grade do ensino médio seja comum e os outros 40% serão flexíveis para os alunos escolherem entre as cinco áreas.

O ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, disse ao repórter Paulo Saldaña que dará  “mais clareza” à redação de todas as áreas de conhecimento, além definir melhor os parâmetros que serão escolhidas pelos estudantes.

“Dá para aprofundar competências e habilidades específicas dos itinerários formativos, desde que não traga engessamento ao trabalho das redes”, afirmou Rossieli. “Entendemos agora, ouvindo a sociedade, que devemos aprofundar isso, e faremos.”

Segundo a reportagem, o detalhamento para a educação profissional ainda não está definido.

As críticas à base do ensino médio provocaram uma divisão entre membros do CNE e a renúncia do presidente da comissão, Cesar Callegari. “A base traz apenas generalidades sem nenhuma capacidade de orientar as escolas”, disse ele ao jornal. “Fico feliz em saber que o MEC pelo menos assume que o trabalho que realizou é incompleto e que precisa ser modificado. Mas defendo que o texto seja devolvido ao MEC para que seja refeito.”

O ministro da Educação diz que as alterações serão feitas sobretudo a partir das sugestões recebidas durante o ciclo de audiências públicas organizadas pelo CNE. “Não temos problemas em sentar e negociar”, disse Rossieli. “Sabemos que não é fácil finalizar esse processo, mas não podemos ficar cinco ou seis anos discutindo”.

A reportagem da Folha de S. Paulo destaca ainda que o MEC trabalha também outros dois documentos que, de acordo com Rossieli, são complementares para a reformulação do ensino médio.

O primeiro são as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, que definem formas de organização da etapa. O outro documento é um guia de implementação da base.