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Bater não ajuda a educar os filhos

Bater ou não bater?

Um projeto de lei das câmaras dos deputados reacende uma antiga polêmica: Dar palmadas, tapinhas ou chineladas, ajuda a educar os filhos?

Segundo o texto, os pais não podem bater nas crianças. Mas, o assunto divide opiniões.

Para especialistas que tratam de crianças com distúrbios de comportamento, a agressão verbal, muitas vezes, é mais prejudicial do que tapas e palmadinhas, de vez em quando.

Um psiquiatra que atende por volta de 200 crianças por mês, no hospital das clínicas, diz que o melhor é orientar os educadores a não fazer como a mãe da personagem Totó, do filme Cinema Paradiso: um tapa, que leva a outro, que leva a outro, e por aí vai.

Sem as mãos que batem, as palavras que machucam também podem deixar traumas: “Quando você agride verbalmente, você está mostrando para a criança que ela é inferior, incapaz, ou é capaz de causar algum mal”, alega Ênio Roberto de Andrade, o psiquiatra.

Maria Irene Maluf, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, a ABPp, admite que palmadas podem acabar com uma birra, mas o controle tem que ser físico: que seja uma boa segurada nos braços. “Alguma coisa que faça a criança voltar ao estado anterior que ela estava emocionalmente. O tapa afasta a criança e não ensina nada”, Maria afirma.

Confira sobre o tema na matéria acima.