Biblioteca escolar entra na era da informação - CGC Comunicação em Educação
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Biblioteca escolar entra na era da informação

Idéia de que a biblioteca era “um lugar onde se lia” e a escola era o “lugar onde se aprendia a ler” envelheceu.

Durante muito tempo, a biblioteca escolar era “um lugar onde se lia” e a escola era o “lugar onde se aprendia a ler”. Essa idéia envelheceu, muito em função dos avanços tecnológicos e a concepção de que a escola já não é mais o único pólo do saber. Na chamada Era da Informação, o papel da escola, antes preocupada apenas em transmitir conteúdos, busca agora provocar o desenvolvimento de habilidades que façam com que o aluno produza seu saber. Nessa mudança, a biblioteca escolar sai do papel de coadjuvante para se tornar protagonista. Em São Paulo, há bons exemplos dessa transformação.

Na Stance Dual, escola bilíngüe no centro da capital paulista, a biblioteca ganha lugar de destaque na formação de seus alunos. “Aqui a biblioteca não é apenas um local de leitura e setor de apoio pedagógico. Somos um espaço de cultura e uma rede de informação, que visa aproximar o aluno do conhecimento”, explica Sonia Maria Grandi, coordenadora de biblioteca da Stance. Sua equipe é formada por uma assistente pedagógica, uma contadora de histórias e um auxiliar de informática, que atuam de forma integrada.

Os alunos de 1ª a 4ª série têm Aula de Biblioteca, que faz parte da grade curricular. Nessa aula, acontecem concomitantemente a hora do conto, com a contadora de história, e a pesquisa escolar, com a auxiliar pedagógica, que é um projeto de iniciação da metodologia do trabalho científico, de busca da informação, sempre fundamentada no conto que está sendo trabalhado.

Outra ação que merece destaque é a confecção da capa de um livro por alunos da 4ª série. A idéia é fazer com os estudantes criem todo o layout e pensem em todos os elementos que o compõem. “É importante que saibam localizar o autor, a editora, o ilustrador, saber o que é uma orelha, enfim, tudo que constitui um livro”, diz Sonia. Para a educadora, esses caminhos tornam a relação dos aprendizes com o livro mais “produtiva”. “Queremos instrumentalizar nossos alunos para que saibam pesquisar em meio a essa profusão de informação disponível”, acrescenta.

Para tanto, a coordenadora está produzindo um Guia de Pesquisa Escolar que auxiliará todos que fazem parte do processo educativo. “Será algo simples, mas que segue os preceitos acadêmicos, como saber direcionar uma pesquisa, como elaborar as referências bibliográficas de forma correta”, completa.

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