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Biblioteca escolar: o desafio de unir tecnologia e tradição

Se você está lendo este texto, certamente deve ser alguém acostumado a lidar com o mundo digital. Pois é, o trabalho, sobretudo nas grandes cidades, é indissociável das tecnologias de informação e comunicação nos dias atuais. Mas pode ser que você seja um imigrante digital, como eu. Imagine os nativos digitais, que nasceram imersos nesse universo virtual? Qual a relação deles com o livro, por exemplo, ou mesmo com as mídias impressas? Com esses questionamentos, mais um se coloca: como fica a biblioteca escolar que atende a esses nativos? As escolas correm atrás e aperfeiçoam esse espaço, que, para além das transformações educacionais, que não permitem mais a biblioteca como apenas um local onde se guarda livros, buscam a adequação a esse novo cenário tecnológico, sem jamais tirar a importância do livro tradicional.

Na Escola Stance Dual, localizada na região central de São Paulo, a equipe responsável pela biblioteca é composta não só pela bibliotecária, mas também por duas agentes pedagógicas, uma de português outra de inglês, já que a instituição é bilíngue. Além disso, uma coordenadora geral norteia a condução da gestão e dos projetos. Com um acervo de mais de 25 mil itens, entre livros, documentos, mapas, a biblioteca da Stance transformou-se em pólo cultural. “Para nós, esse espaço é lugar de informação e cultura. Investimos nessa perspectiva, promovendo uma série de eventos internos, divulgando a agenda cultural da cidade, além da gestão toda da biblioteca”, diz Franciele Busico, coordenadora do espaço e também assessora de história da escola.

Quanto à tecnologia, outros suportes além dos livros auxiliam os alunos em suas pesquisas, como Cds e Dvds, além é claro, de computadores conectados à internet. O incentivo à pesquisa é uma das prioridades, vale dizer, e Dilva Gonçalves de Araújo, bibliotecária, reforça: “utilizamos nosso acervo de livros para, muitas vezes, validar a pesquisa da internet. Eles têm que conhecer o livro e saber que o que está na primeira página do Google pode não ser informação de qualidade”. Essa postura os ajudará em pesquisas acadêmicas futuras.

O incentivo à leitura sempre é uma meta imprescindível. E isso começa na educação infantil por meio de contações de histórias no espaço da biblioteca. “Temos uma contadora que vem sistematicamente à escola para trabalhar com as crianças”, conta Dilva. Retiradas de livros espontâneas também são estimuladas, bem como o acesso autônomo aos livros. Desde bem cedo, os estudantes aprendem o mapa da biblioteca, onde exatamente podem encontrar as publicações de que necessitam. A demanda de professores por horários na biblioteca é uma constante, já que a ideia é que esse espaço não seja mero apoio, mas que o seu uso esteja articulado de fato com o que ocorre nas disciplinas. “Muitas aulas acontecem aqui”, diz, Sandra Aparecida Tonon, agente pedagógica.

Franciele conclui: “o importante é que os alunos vislumbrem o que podem encontrar por aqui, que saibam do apoio que têm para suas necessidades, que validem suas pesquisas por meio do acesso a várias fontes de informação e que, ao final, construam conhecimento.пастор владимир мунтянможно закрепить макияжfree bet no deposit poker

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