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BNDES confirma empréstimo para o ensino superior privado e público

Nova linha de crédito será exclusiva para investimentos, não para capital de giro. De 1997 até metade de 2008, o banco já havia concedido R$ 525 milhões para 621 instituições

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já decidiu criar uma nova linha de crédito para o ensino superior privado e público. De acordo com os jornais Folha de S. Paulo e Valor, o financiamento dependerá das notas das instituições nas avaliações realizadas pelo Ministério da Educação. De 1997 até metade de 2008, o banco já havia concedido R$ 525 milhões para 621 instituições públicas e privadas.

Nesta nova linha de crédito, os recursos só poderão ser usados para investimentos como construção de laboratórios, por exemplo. O dinheiro não poderá ser direcionado para abertura de novas instituições, nem como capital de giro. O banco de fomento disse que o projeto ainda está em estudo e por isso não pode informar sobre os juros e os prazos.

Os jornais destacam que o sindicato das instituições de ensino superior privado no Estado de São Paulo (Semesp) pressionava por recursos para o capital de giro. “Já conseguimos empréstimos que cobriam até 90% do valor total do investimento, via MEC. O que precisamos é de capital de giro”, disse o presidente do sindicato patronal Hermes Figueiredo. Ele prevê “um desequilíbrio financeiro neste ano mesmo entre as instituições mais sólidas por causa da queda no número de alunos ingressantes e das projeções de aumento da inadimplência”.

Segundo Figueiredo, o BNDES informou que seus programas são voltados para investimentos e sugeriu que as entidades tentem o dinheiro de capital de giro com o Ministério da Educação. Os representantes das entidades se reúnem com o ministro Fernando Haddad na próxima terça-feira, dia 3 de março.

O Valor conversou com quatro universidades. A Uniban, com 60 mil alunos, vai recorrer a uma financeira para criar uma linha de crédito para alunos ainda neste primeiro semestre. O presidente do conselho de comunicação da universidade, Eduardo Fonseca, informou que cinco mil estudantes estão inadimplentes e houve um aumento de 8% nas matrículas em 2009.

A Universidade São Marcos, que enfrentou protestos de alunos e professores contra demissões e atrasos de salário em 2008, anunciou desconto de 50% nas mensalidades de vários cursos nos primeiros seis meses.

A FMU disse que os alunos transferidos de faculdades com problemas já representam 10% dos ingressantes contra 2% de alguns anos atrás.

A Unaerp, do Guarujá, aumentou o período de matrículas até a primeira quinzena de março, fez um vestibular para vagas remanescentes e afirma ter um aumento de 7% no número de matriculados sobre o ano de 2008.

A matéria do Valor

A íntegra da reportagem da Folha de S. Paulo

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