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Bolsa de Estudos: Parceria garante a aprovação de alunos na USP

Bolsa de Estudos – Graças a uma parceria entre a Escola Lourenço Castanho, em São Paulo, e o projeto Bolsa Talento, realizado pelo Ismart (Instituto Social Maria Telles), alunos da rede pública foram aprovados na USP no curso Sistema da Informação.

Matheus Ribeiro de Vasconcelos, 17 anos (foto em destaque), e  Micael de Souza Brito, 18, têm trajetórias escolares parecidas. Ambos estudaram no sistema público de ensino até o fim do Fundamental. Mas, na hora de passar para o Ensino Médio, agarraram a chance de estudar em uma escola que proporcionaria a eles ótimas experiências, além de condições de entrar em uma boa universidade. Dito e feito: foram aprovados na USP, no curso de Sistema de Informação.

Tudo isso graças a uma parceria entre a Escola Lourenço Castanho, em São Paulo, e o projeto Bolsa Talento, realizado pelo Ismart (Instituto Social Maria Telles). “Após cinco etapas de aprovação, que incluem provas on-line e presencial, dinâmica de grupo, entrevista e visita à residência dos candidatos, os aprovados entram na 1ª série de escolas particulares bem conceituadas com bolsa de estudos integral – com direito a mensalidade, material escolar, uniforme e cobertura de despesas com transporte e alimentação”, explica a psicóloga Inês Boaventura Franca, gerente técnica do Ismart.

Para participar do processo seletivo, o estudante nunca pode ter repetido um ano, deve estar cursando o 9º ano do Ensino Fundamental e ter faixa etária adequada à série, além de ser de família com renda per capita (ou renda por pessoa) familiar de, no máximo, dois salários mínimos. A parceria com a Lourenço Castanho já está no quinto ano (desde 2011) e conta com 19 alunos, distribuídos pelas três séries do Ensino Médio. “O número de aceitos por ano depende das bolsas que a escola disponibiliza – de cinco e sete”, diz.

O diretor geral da Lourenço Castanho, Alexandre Abbatepaulo, enxerga esse movimento como uma boa oportunidade para cumprir o papel social das escola. “Os adolescentes são bem recebidos pelos novos colegas, que se encarregam de apresentar a escola e ambientá-los”, conta. Em geral, esses alunos participam inicialmente de aulas de reforço de Língua Inglesa e Espanhola e logo entram no ritmo de estudo. “Eles agarram a chance e se dedicam o máximo que podem tornando-se referências para os demais”, diz Alexandre.

Três anos bem aproveitados

Matheus não conhecia o Ismart. Sua ideia era concluir o Ensino Fundamental e tentar uma escola técnica. Mas, como sempre foi aluno dedicado, seus professores da Escola Estadual Professora Lúcia de Castro Bueno, em Taboão da Serra (SP), incentivaram sua inscrição no projeto Bolsa Talento. E deu certo. Após todas as avaliações, Matheus foi um dos selecionados. “A princípio, fiquei com receio de encarar a turma pelo fato de eu ser bolsista, mas superei de cara e percebi que os alunos nem ligavam para isso”, lembra. Dos três anos que passou na Lourenço Castanho, destaca o apoio dos amigos e da coordenação escolar. “Todos sempre estavam muito dispostos ajudar,” conta Matheus.

Seu amigo Micael ressalta a qualidade do corpo docente. “Eu não seria nada se não tivesse tido aqueles professores. Além de serem excelentes profissionais, tinham a preocupação de formar uma boa pessoa”, afirma. Micael estudava no CEU Butantã, em São Paulo, e conheceu as propostas do Ismart no 7º ano do Ensino Fundamental, quando tentou ingressar em outro projeto, mas não conseguiu. “Tomei isso como incentivo para estudar mais e tentar dois anos mais tarde.” E conseguiu!

O diretor de Ensino Médio da Lourenço Castanho, Caio Graco Tieppo, recorda que os adolescentes chegaram com muita vontade de estudar e logo superaram as dificuldades que tinham. “Estavam sempre nas primeiras carteiras, faziam todas as tarefas solicitadas e participavam dos processos de revisão para o vestibular que a escola oferecia.”

Hoje, Micael e Matheus sabem que terão grandes desafios na jornada acadêmica e no futuro da carreira, mas se sentem preparados. No fim no ano passado, prestaram vestibular para Sistema de Informação, na USP Leste, e passaram. Agora, estão prestes a realizar seus desejos profissionais. “Quero ter a minha empresa de games. Esse é o meu sonho desde que eu tinha 11 anos de idade”, revela Matheus. Radiante também está Micael, que descobriu o prazer de criar aplicativos na Lourenço Castanho: “Participei de um trabalho sobre desenvolvimento de app e descobri a minha vocação. Por isso, optei pela computação”.

Vale destacar que os estudantes foram aceitos também no Insper para cursar Engenharia da Computação (aprovados pelo Enem). (Cris Marangon)