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Bolsa-Família tem 1 milhão de alunos “desaparecidos”

As crianças não constam como matriculados nas escolas do município onde moram, revela o jornal O Estado de S. Paulo

Mais de um milhão de estudantes cadastrados no programa Bolsa-Família não têm a freqüência escolar acompanhada pelas prefeituras e pelo governo federal, revela o jornal O Estado de S. Paulo. Os alunos não constam como matriculados nas escolas do município onde moram.

A freqüência escolar é obrigatória para que as famílias beneficiárias do programa recebam o pagamento mensal. É tarefa das prefeituras checar com as escolas a presença dos estudantes e repassar a informação para o governo federal. Se por três bimestres seguidos, o aluno não freqüentar, no mínimo, 85% das aulas, a família fica com o pagamento bloqueado.

“Não sabemos se essas crianças estão ou não na escola. O mais provável é que seja apenas um problema de cadastro. Não acreditamos que todas elas estejam fora da escola”, afirma Daniel Ximenes, diretor de Estudos e Acompanhamento das Vulnerabilidades Educacionais do MEC, à repórter Lisandra Paraguassú.

Uma lista preparada pelo Ministério da Educação revela os 50 municípios onde há mais estudantes não encontradas entre os beneficiários do programa. A maioria fica no interior – com exceção de Goiânia (33,1% de não localizadas), Em Pelotas (RS), com população acima de 200 mil habitantes, 31,9% das crianças estão sem cadastro. Entre os 50 municípios, todos têm pelo menos 25% dos estudantes não localizados pelas prefeituras.

Segundo a reportagem, a cidade campeã de alunos “desaparecidos” do Bolsa-Família é a gaúcha Linha Nova, onde 63,6% dos alunos não foram localizados. A prefeitura diz que são apenas 8 famílias recebendo o benefício na cidade de 1.653 habitantes e menos de 63 quilômetros quadrados.

O prefeito Guiomar Wingert (PDT) disse que o problema não é falta de controle. “Fizemos a revisão de todo o cadastro e o que acontece é que aqui na nossa cidade não tem ninguém que esteja nos critérios do programa. Já pedimos o bloqueio de todos os repasses, mas o ministério (do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa-Família) não atendeu. Acho que há um descontrole”, afirmou. Segundo o governo federal, 62 famílias da cidade têm renda abaixo de R$ 120 per capita, o limite do programa.

Leia a íntegra da reportagem de O Estado de S. Paulo

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