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Brasil Alfabetizado matricula 14 milhões, mas analfabetismo cai pouco

O índice de analfabetos, na faixa de 15 anos ou mais, caiu de 11,6%, em 2003, para 9,7%, em 2009. Número de analfabetos continua em torno de 14 milhões desde 2006

Em seu oitavo ano, o programa Brasil Alfabetizado gastou R$ 2 bilhões e matriculou 14 milhões de jovens e adultos, informa o jornal O Globo. O índice de analfabetos, na faixa de 15 anos ou mais, caiu de 11,6%, em 2003, para 9,7%, em 2009, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. Apesar da redução, o número de analfabetos continua em torno de 14 milhões desde 2006, segundo a Pnad.

Segundo a reportagem de Demétrio Weber, o total de vagas oferecidas pelo Brasil Alfabetizado está perto de igualar o número de iletrados e pode-se afirmar que o programa do MEC não surtiu o efeito desejado.

O jornal diz que o MEC desconhece a eficácia do Brasil Alfabetizado e informa que só em 2009 o ministério instituiu um teste para avaliar a aprendizagem ao final do curso. De acordo com a reportagem, muitos governos estaduais e prefeituras, responsáveis pela avaliação, deixam de informar ao MEC o resultado.

Os dados do ano de 2007 indicam que de 1,3 milhão de alunos atendidos, 927 mil concluíram o curso e 666 mil foram alfabetizados.

O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, André Lázaro, disse que o programa teve um impacto menor do que o esperado e informou que a evasão é de 30%. “A queda (do analfabetismo) não é proporcional aos nossos esforços”, afirmou a O Globo.

Ele considera excelente o formato do programa e defende maior participação do Sistema Único de Saúde (SUS) no atendimento oftalmológico e na distribuição de óculos para a população iletrada:

Segundo ele, 80% das turmas do Brasil Alfabetizado estão no Nordeste. Na região, o analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais caiu de 22,43%, para 18,7%, entre 2004 e 2009. “O foco no Nordeste tem apresentado resultados. Na região urbana, a taxa de analfabetismo de 15 a 29 anos (1,76%) já é bastante reduzida. Os nossos maiores desafios estão na população idosa e rural”, afirmou.

André Lázaro reconhece que as taxas de analfabetismo caíram muito pouco em três regiões: no Sudeste, a variação foi de 6,62% para 5,7%, entre 2004 e 2009; no Sul, de 6,28% para 5,5%; e no Centro-Oeste, de 9,18% para 8%. “Isso significa que a gente não tem conseguido alcançar os analfabetos”, afirmou ele ao jornal.

Segundo o secretário, o Brasil cumprirá a meta das Nações Unidas, que prevê chegar a 2015 com taxa de analfabetismo de 6,7%.

Leia a íntegra da matéria de O Globo

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